sábado, 24 de setembro de 2011

BRMalls Vai Construir Novo Shopping Em Minas Gerais

SHOPPING CENTER
Brasil Econômico
23 de Setembro, 2011


A administradora de shopping centers BRMalls anunciou que fechou uma parceria para o desenvolvimento de um novo empreendimento na cidade de Contagem, em Minas Gerais.
A empresa celebrou um acordo de permuta em um terreno junto à Cabral Investimentos, sociedade da MRV Logística e Participações, e uma empresa do banco BMG.
Situado em Contagem onde será construído o shopping, o terreno tem 37,8 mil metros quadrados.
Segundo o comunicado divulgado nesta sexta-feira (23/9), a BR Malls arcará com 81,49% do investimento total do shopping (o restante ficará a cargo da Cabral) e depois de inaugurado terá uma participação de 70% no empreendimento.
A expectativa da empresa é ter um lucro operacional líquido (NOI) próprio de R$ 30 milhões, com uma taxa interna de retorno (TIR) de 17,3%.
Com uma inauguração em duas fases, a primeira etapa está prevista para o quarto trimestre de 2013 e a segunda será definida conforme a aprovação do projeto. O shopping deve ter cerca de 250 lojas e 2.500 vagas de estacionamento.
"O shopping eleva o nosso total de projetos greenfield (nova unidade) para sete. Quando inaugurados, os sete projetos greenfield, além das nove expansões, vão adicionar 215,3 mil m² de área bruta locável (ABL) própria e 353,6 mil m² de ABL total, um aumento de 29,2% e 26,1% ao nosso portfólio atual, respectivamente", diz a BR Malls em comunicado.

BRMalls Adquire 51% Do Center Shopping Em Uberlândia

SHOPPING CENTER
Brasil Econômico
24 de Setembro, 2011


A BRMalls Participações informou hoje (24/9) que adquiriu ações representativas de 51% da companhia que detém o Center Shopping em Uberlândia (MG), e passará a ser responsável por sua administração e comercialização.
O valor da transação foi negociado em R$ 204 milhões, que serão pagos em duas parcelas, uma nesta data e a outra após um ano. 
Com uma expansão recém-inaugurada, a companhia estima que o shopping deverá gerar R$ 21,8 milhões de resultado operacional líquido (NOI, na sigla em inglês) para a BRMalls em 2011.
Tendo em vista a operação, a BRMalls elevou sua área bruta locável (ABL) em 25,8 mil m², chegando a um total de 521,8 mil m², e o ABL total em 50,7 mil m², alcançando 1.115,4 mil m².

Shell Sai Às Compras De Novos Blocos De Petróleo

COMBUSTÍVEIS
Brasil Econômico
20 de Setembro, 2011


Companhia, cujo conselho está reunido no Rio, vai participar de leilão da ANP de blocos na margem equatorial Norte do país, do Amapá ao Rio Grande do Norte, que ocorre em 2012.
Pela primeira vez nos mais de 90 anos de história da Shell no Brasil, o conselho mundial de administração da petrolífera anglo-holandesa está reunido no Rio de Janeiro.
Com objetivo de discutir os resultados da companhia em todo o planeta, a iniciativa, de acordo com os próprios executivos, representa sinalização do tamanho que a operação brasileira conquistou nos últimos anos para a matriz, em tempos de crise mundial e turbulência no Oriente Médio.
Presente à reunião, que será concluída hoje, o diretor de exploração e produção da Shell para as Américas, o americano Marvin Odum, revela que, para os próximos anos, a empresa quer adquirir blocos na margem equatorial Norte do país, incluídos no lote de áreas previstas para a 11ª Rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), do Amapá ao Rio Grande do Norte, em 2012.
Em entrevista exclusiva ao Brasil Econômico, Odum diz que, em princípio, a estratégia da Shell prevê a disputa dos blocos sozinha. Qualquer parceria, pondera, apenas em último caso, e desde que na condição de majoritário nos projetos.
Sem entrar no mérito dos motivos que levaram a presidente Dilma Rousseff a não aprovar, até agora, a 11ª Rodada, o diretor da Shell admite, no entanto, que a decisão oficial da petrolífera de participar do leilão só ocorrerá depois de uma detalhada análise das condições do edital - ainda sem data para publicação.
Será preciso ver, de acordo com o executivo, a lista de áreas incluídas na disputa.
Durante a entrevista, em um hotel no Rio, Odum esbanjou simpatia com o Brasil, país para o qual não economiza elogios.
"O Brasil conseguiu avanços fantásticos com a política de conteúdo local, e esperamos o tempo certo para chegar ao ponto de encomendar uma plataforma aqui", elogia o americano, ao exaltar o interesse no pré-sal.
"As oportunidades que encontramos aqui são da mais alta qualidade em termos globais, tanto do ponto de vista jurídico quanto geológico. Por isso, não acreditamos que a recuperação da produção em países como Iraque e Líbia, no futuro, venha a reduzir a atratividade do Brasil. O pré-sal tem áreas da mais alta qualidade."
Produção acima do esperado
Em território brasileiro, a Shell conseguiu completar oito anos de exploração e produção no campo de Bijupirá-Salema e no bloco BC-10, no chamado Parque das Conchas - ambos na Bacia de Campos - sem um único incidente ambiental ou acidente de trabalho.
Lá, a produção superou em 30% a meta esperada pela matriz. Tamanho desempenho projeta a perspectiva de novos investimentos da empresa na área, não só na chamada fase 2 do BC-10, mas até mesmo em uma provável fase 3, como revelam executivos da empresa, no Brasil.
"Para se ter uma ideia da importância da atividade exploratória no Brasil para a Shell, nós vamos investir, só na fase 2 do BC-10, que começa no início do ano que vem, mais do que os US$ 1,6 bilhão da parcela que desembolsamos à vista para viabilizar a Raízen", compara o presidente da Shell Brasil, André Araújo, ao recorrer ao exemplo da joint venture criada no fim do ano passado com a Cosan para o setor de etanol, um dos movimentos mais estratégicos da petrolífera nos últimos anos.
O otimismo com o Brasil, ratificado pela reunião no Rio do conselho de administração, confirma a mudança de tendência verificada na Shell, nos últimos anos. Desde a década de 90, não foram raros os boatos e especulações sobre a saída da gigante anglo-holandesa do país.
Depois de se desfazer de uma parte da rede de postos de gasolina do país, no início da década passada, a empresa vendeu em 2010 algumas áreas consideradas promissoras, até mesmo no pré-sal, como o prospecto batizado provisoriamente de Bem-Te-Vi, na Bacia de Santos.

Gigante Canadense Traz R$ 12 Bi Ao País Mirando Petróleo

COMBUSTÍVEIS
Brasil Econômico
21 de Setembro, 2011


Grupo Forbes & Manhattan desembarca no Brasil para rivalizar com Petrobras, Shell e HRT em óleo, suprir o mercado de fertilizantes e refazer a trilha do ouro de Eike Batista no Pará.
Instalada no 15º andar de um discreto prédio no Savassi, bairro nobre de Belo Horizonte, a canadense Forbes&Manhattan desenha sua estratégia para disputar blocos de petróleo com HRT, OGX e Shell, rivalizar em óleo de xisto com a Petrobras e com a Vale em projetos de potássio e fosfato - insumos usados para fabricar fertilizantes.
"Estamos planejando um passo grande", afirma com exclusividade ao Brasil Econômico o vice-presidente da Forbes no Brasil, Hélio Diniz.
O grupo chega ao país com seis empresas e investimento inicial de US$ 6,5 bilhões (perto de R$ 12 bilhões) até 2016. O valor inclui a exploração de mina de ouro no Pará. A primeira investida será com a Irati Energia.
Em outubro, a empresa inicia testes para confirmar 2 milhões de barris de xisto betuminoso - rocha que armazena óleo similar ao petróleo - identificados há anos pela Petrobras entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com o direito de exploração resolvido, a Irati deve colocar a matéria-prima em nova fase comercial no país.
A projeção é ultrapassar a Petrosix. A subsidiária da Petrobras é dona de reserva de 700 mil barris em São Mateus do Sul, no Paraná, onde produz 7,8 mil barris por dia, mais com viés de desenvolvimento de tecnologia que comercial. A Irati projeta de 20 a 30 mil barris diários de óleo de xisto.
"Vamos refurar a área para certificar a reserva com o padrão técnico da Bolsa de Toronto", afirma Diniz. "Se demonstrarmos a existência dos barris, teremos uma empresa atrativa ao mercado."
Abertura de capital
O tom financeiro é pano de fundo do objetivo de captar US$ 1 bilhão com a listagem de ações da Irati na bolsa. A operação é vital para a implantação de unidade para produzir cada barril ao custo de US$ 30. Valor alto que Diniz espera compensar com o bônus do xisto em relação ao petróleo.
"Os barris da Petrosix são disputados a tapa pelas indústrias do Sul. Elas pagam de 10% a 20% a mais por ele", diz.
A diferença, segundo ele, se deve à melhor viscosidade do óleo, que não exige refino, e ao alto poder calorífico. A Irati atua apenas no Brasil, onde prevê ir ao mercado de capitais para levantar o aporte inicial.
"É uma empresa para abrir capital no Brasil. O perfil é mais atrativo para fundos de pensão, porque não apresenta risco."
A expertise do grupo criado pelo canadense Stan Bharti é prospectar recursos naturais de alto risco para levá-los ao mercado financeiro. Em 30 anos, a Forbes captou US$ 8 bilhões com o modelo de negócios comum no Canadá e trazido ao Brasil por Eike Batista - controlador do grupo EBX e amigo pessoal de Bharti.
Disputa em alto-mar
Mesmo com o xisto, o grande passo da Forbes&Manhattan será se lançar nas águas brasileiras para arrematar blocos petrolíferos no 11º leilão da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Mergulho a ser dado pela Brookwater, subsidiária da Forbes Oil & Gas, acirrando com HRT, Shell e OGX o certame programado para 2012 .
"A oportunidade em petróleo no Brasil é muito grande. A OGX e a HRT não terão condições de explorar tudo. Existe espaço e, por isso, vamos participar do leilão", afirma Diniz.
A estratégia inclui a compra de empresas menores. "Mantemos negociações avançadas para a aquisição de empresas que já estão produzindo. Queremos empresas que já tenham blocos de produção e potencial de expansão", indica o executivo.

HRT Registra Indícios De Hidrocarbonetos No Amazonas

COMBUSTÍVEIS
Brasil Econômico
21 de Setembro, 2011


A HRT Participações em Petróleo informou nesta quarta-feira (21/9) que descobriu indícios de hidrocarbonetos gasosos e líquidos na Bacia Sedimentar do Solimões.
A empresa informou a notificação à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Os hidrocarbonetos foram localizados no poço 1-HRT-1-AM, situado na porção nordeste do Bloco SOL-T-170 que visava testar o ápice de uma estrutura anticlinal de direção Leste-Oeste, anteriormente perfurada pelo poço 1-NSM-1-AM (Norte de São Mateus), onde foi constatada a presença de óleo e gás natural.
Com base em dados de perfilagem, indícios de amostra de calha e detectores de gás, foram constatados três intervalos portadores de gás, sendo dois na formação Juruá e um no Grupo Marimari.
A HRT comunicou que o poço está em fase de avaliação.
"Com base nos resultados dessa avaliação, o poço será revestido para a realização de testes de formação visando caracterizar os tipos de fluido e o potencial de produção dos reservatórios", informou a empresa em comunicado.

Produção Da Petrobras Fica Estável Em Agosto

COMBUSTÍVEIS
Brasil Econômico
22 de Setembro, 2011


A produção de petróleo e gás natural da Petrobras em agosto, no Brasil, atingiu 2,32 milhões de barris de óleo equivalente por dia, mesmo nível do mês anterior. O valor foi 1,3% abaixo do observado em julho de 2010.
Segundo a estatal, o recuo refletiu as paradas para manutenção de plataformas na Bacia de Campos, no norte do estado do Rio de Janeiro, e da conclusão do Teste de Longa Duração (TLD) na área de Guará, no pré-sal da Bacia de Santos.
Em julho, a produção havia caído 2,78% em relação ao mês anterior.
Considerando apenas a produção de petróleo, o volume médio em agosto, nos campos nacionais, foi de 1,96 milhão de barris diários, estável em relação ao mês anterior. A produção de gás natural somou 57,9 milhões de metros cúbicos por dia, também no mesmo patamar de julho.
Nos campos internacionais, a produção registrou um recuo de 3,9%, para 233,5 mil barris de óleo equivalente por dia.
A produção média diária de petróleo e gás natural da Petrobras, somando os campos no Brasil e no exterior, foi de 2,56 milhões de barris de óleo equivalente (boed). Esse resultado ficou 0,48% menor comparado a julho e 1,66% abaixo do volume registrado no mesmo mês de 2010.

HRT Faz Aposta De R$ 1,8 Bilhão No Brasil E Namíbia

COMBUSTÍVEIS
Brasil Econômico
23 de Setembro, 2011


Recursos vão para a exploração de petróleo nas águas do Solimões e na Costa da África, companhia prevê participar de leilões da ANP em 2012.
Com a perspectiva de perfurar 39 poços na Bacia do Solimões, em plena região amazônica, até o fim de 2012, a brasileira HRT Participações em Petróleo S.A anunciou a aquisição de duas sondas de perfuração na China, de um pacote que, nos próximos dias, incluirá outras duas.
Presidente e fundador da companhia, o geólogo Márcio Rocha Mello revela planos de investir US$ 950 milhões (R$ 1,8 bilhão), até o fim de 2012, no Brasil e na Costa da África.
Nesse período, além de desembolsar US$ 800 milhões no Amazonas, também destinará US$ 150 milhões na perfuração de quatro poços marítimos (offshore) na costa da Namíbia.
As quatro sondas, que serão destinadas no próximo ano ao programa exploratório na Amazônia, fazem parte de um pacote contratado junto à joint venture sino-americana formada pela Andrews Technologies Inc e a Sichuan Honghua Petroleum Equipment Ltd.
Além das primeiras quatro, que segundo Mello foram adquiridas com 20% de desconto em relação ao preço original, a companhia deverá fechar nos próximos dias um memorando de entendimentos que resultará na compra das outras duas.
Na última quarta-feira (21/9), a HRT divulgou fato relevante no qual comunicava a descoberta de indícios de hidrocarbonetos líquidos (petróleo) e gasosos (gás natural) no bloco SOL-T-170, na Bacia Sedimentar do Solimões. A descoberta ocorre uma semana depois do anúncio de um primeiro achado, no bloco SL-T-168.
As duas descobertas confirmam as estimativas da companhia, que decidiu concentrar as perfurações em uma área geologicamente conhecida como reservatório devoniano, localizado a uma profundidade maior do que as já perfuradas anteriormente na região.
Novas descobertas
"Os dois anúncios para a HRT são de um simbolismo maravilhoso, porque comprovam que indo mais fundo encontraríamos muito óleo no reservatório devoniano. Isso vai mudar a história da Bacia do Solimões", exalta o presidente da HRT, em entrevista ao Brasil Econômico, ao prever mais duas novas descobertas para serem anunciadas até o fim deste ano.
"Provavelmente deveremos anunciar duas novas descobertas, desta vez nos blocos SOL-T-169 e SOL-T-194."
Para dar seguimento aos trabalhos exploratórios no Solimões, Mello revela que a HRT deslocará uma das duas sondas atualmente em operação na região - e responsáveis pelas duas descobertas já anunciadas - para os dois novos blocos.
O objetivo da empresa, de acordo com o executivo, é alcançar uma profundidade de 2.700 metros no bloco 169 e 2.200, no 194. No segundo, revela o executivo, a sonda já alcançou a marca de 1.100 metros.
Mello confirma que a intenção da companhia é encaminhar em outubro o primeiro plano de avaliação à ANP. Exigência legal para as empresas manterem as áreas concedidas, o plano detalha os trabalhos e as descobertas já feitas nos blocos.
Dependendo do resultado, o órgão regulador pode determinar a extensão do prazo de concessão. No caso da HRT, o plano - referente ao bloco 168 - poderia ser entregue até junho do próximo ano, mas a empresa decidiu antecipá-lo em quase um ano.
Mello revela ainda a a disposição de participar da 11ª Rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em 2012. O executivo relata que tem sido procurado por parceiros estrangeiros e não deixará de aproveitar as boas oportunidades.

OGX Desiste De Vender Fatias Em Blocos De Petróleo

COMBUSTÍVEIS
Brasil Econômico
23 de Setembro, 2011


Depois de emitir US$ 2,6 bilhões em papéis neste ano, a OGX não precisará vender participações nos seus campos. "A emissão dos bônus cobriu completamente a necessidade de caixa", diz Eike Batista.
O bilionário Eike Batista disse na sexta-feira (23/9) que sua empresa petrolífera OGX não está mais interessada em vender participações em campos petrolíferos marítimos, e planeja assinar dentro de um mês um contrato de fornecimento para uma grande empresa global do setor.
Depois de emitir US$ 2,6 bilhões em papéis neste ano, a OGX não precisará vender participações nos seus campos, o que supostamente teria atraído o interesse das estatais chinesas Sinopec e CNOOC, disse Eike, homem mais rico do Brasil e oitavo mais rico do mundo segundo o ranking da revista Forbes.
"A emissão dos bônus, que foi espetacular, cobriu completamente a necessidade de caixa", disse o empresário em visita à sede da Reuters.
"Atraímos exatamente o que precisávamos para vivermos às nossas próprias custas."
Eike se mostrou confiante diante do rápido agravamento da crise mundial. Disse que seus investimentos são "à prova de idiotas" e reiterou que seu império industrial de US$ 30 bilhões pode facilmente resistir a uma queda acentuada no valor das suas ações, pois está amparada por US$ 10 bilhões em caixa e em linhas de crédito.
A OGX em breve assinará um contrato de fornecimento com uma das três maiores empresas petrolíferas do mundo, à qual destinará o petróleo que começar a extrair no campo de Waimea, na costa brasileira, segundo ele.
"Quando assinarmos esse contrato, o mundo verá a qualidade do nosso petróleo", disse ele, que não quis identificar a empresa parceira por questões de regulamentações do mercado acionário.
Eike previu que suas cinco empresas com capital aberto, que atuam em setores como petróleo, mineração e logística, irão gerar um lucro Ebitda (sem levar em conta juros, impostos, depreciações e amortizações) de US$ 1 bilhão em 2012.
A maioria das empresas dele por enquanto ainda não gera lucros, mas o empresário disse que elas começarão a pagar dividendos a seus acionistas em 2014.
A produção petrolífera da OGX ocorrerá em águas rasas, com custo relativamente baixo - ao contrário, por exemplo, da produção da Petrobras no pré-sal -, e por isso será vantajosa mesmo que a cotação do petróleo caia a níveis tão baixos como US$ 24 por barril, segundo ele. Sua produção, acrescentou, deve começar em novembro.
Eike estimou que a cotação do petróleo tipo Brent ficará em cerca de US$ 90 por barril no futuro.
As ações da OGX tiveram alta de 1,1% na sexta-feira na Bovespa, cotadas a R$ 11,7, enquanto o índice amplo da bolsa fechou estável.
O otimismo de Eike se estende à produção brasileira de petróleo como um todo, que segundo ele deve passar dos atuais 2 milhões de barris diários para até 6 milhões. "Isso pode representar até US$ 150 bilhões por ano."

Dedini Avança No Etanol A Partir Do Bagaço De Cana

COMBUSTÍVEIS
Brasil Econômico
23 de Setembro, 2011


Tecnologia pode dobrar produção de combustível por área plantada, mas ainda não é comercialmente competitivo pelo custo.
A Dedini, fabricante de equipamentos e unidades industriais para oaçúcar e álcool, planeja reativar seu projeto de desenvolvimento de tecnologias para produção de etanol celulósico, também chamado etanol de segunda geração. Entre 2003 e 2007, a empresa manteve uma projeto piloto em Pirassununga (SP).
O projeto previa o uso de uma rota química para fazer a hidrólise, isto é, quebrar a celulose do bagaço e da palha da cana, processo que gera açúcares que são posteriormente fermentados.
Na época a Dedini não conseguiu tornar a tecnologia economicamente viável para produção em escala industrial.
Para retomar seu projeto de etanol celulósico a Dedini está participando da seleção do Plano Conjunto de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico (Paiss), programa anunciado em março e resultado da parceria entre a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A Dedini foi classificada para a segunda fase da seleção sob o nome da Codistil Nordeste, sua subsidiária. No momento, a empresa prepara um plano de negócio que informará quais serão seus parceiros na iniciativa e as tecnologias empregadas, além das atividades que serão realizadas e o montante de recursos demandados. O País disponibilizará ao todo R$ 1 bilhão aos projetos selecionados.
Dificuldades
De acordo com José Luiz Olivério, vice-presidente de tecnologia e desenvolvimento da Dedini, é difícil projetar quanto tempo será necessário para que a tecnologia esteja suficientemente desenvolvida a ponto ser comercialmente viável.
"Todo mundo já se mostrou muito otimista no passado em relação à questão. Há alguns anos previa-se que em 2011 já haveria produção comercial de etanol celulósico. Porém, houve um adiamento geral, pois as dificuldade enfrentadas superaram as expectativas", afirma.
Segundo o executivo, as projeções atuais indicam mais quatro ou cinco anos de desenvolvimento para que esse tipo de produto de torne viável do ponto de vista comercial.
"A dificuldade não é fazer o etanol celulósico. Isso nós já fizemos na década de 80. O problema é ele ser competitivo", diz. "Antes de se ter uma unidade industrial comercial é preciso ter dados confiáveis de desempenho e custo", explica.
No momento, a Dedini conversa com possíveis parceiros para o projeto, incluindo usinas interessadas em integrar uma unidade-piloto de etanol celulósico em sua fábrica. Isso significa que a nova fase do projeto não implica necessariamente na reativação da planta-piloto que a Dedini operou entre 2003 e 2007.
A empresa busca parceiros também entre empresas com tecnologia na área e centros de pesquisa e tecnologia. Se tudo correr conforme o previsto o projeto de etanol celulósico da Dedini deve ser reativo no próximo ano.
De acordo com Olivério, o potencial do etanol celulósico é enorme. "É possível dobrar a produção de etanol por hectare de lavoura. Isso implica ter uma usina voltada somente para etanol, otimizada para ter o máximo de bagaço excedente e que a palha da cana também seja utilizada na produção do etanol de segunda geração", diz o executivo.
Ele diz que se essas requisitos forem atendidos, é possível obter entre 12 mil a 12,5 mil litros de etanol por hectare, quase o dobro dos 6 mil a 7 mil litros obtidos atualmente.
Investimentos
A empresa não informa quantos projetos de inovação está conduzindo atualmente, apenas que 10 deles têm grande potencial de se tornarem produtos.
Sem detalhar tais projetos, Olivério diz que eles se enquadram nos quatro direcionares tecnológicos adotados pela Dedini: maximização energética, aproveitamento integral da cana, obtenção de bioprodutos e sustentabilidade.
A Dedini investe anualmente entre 1% e 2% de seu faturamento bruto no desenvolvimento de inovações. Isso significa que o montante foi reduzido nos últimos anos juntamente com o faturamento da empresa.
É que a crise econômica de 2008 teve forte impacto negativo nos negócios da Dedini, que viu sua receita recuar de R$ 1,8 bilhão naquele ano para R$ 1,14 bilhão em 2009 e R$ 805 milhões em 2010. A projeção para este ano é de início de recuperação e uma receita na casa dos R$ 900 milhões.
A companhia já realizou 50 pedidos de patentes até hoje, tanto no Brasil quanto no exterior. Desse total, 10 já foram concedidas. "O processo de aprovação de um pedido de patente é muito demorado. São anos", afirma Olivério. "Apresentamos diversas inovações ao mercado recentemente. Com a Usina Sustentável Dedini, por exemplo, solicitamos 10 patentes. Mas muitas das nossas inovações ainda estão em processo de análise."

Brasileiro Tem Um Dos Mais Baixos Gastos Com Fast Food

RESTAURANTES
Brasil Econômico
20 de Setembro, 2011


Mesmo com o avanço guloso de grandes cadeias de fast food no país, o Brasil ainda é dos países do pool de nações emergentes e ricas com menor consumo de comida rápida do mundo.
A tendência foi revelada por estudo da EAE Business School, que cruzou dados do Datamonitor e do FMI.
No ano passado, os brasileiros tiveram um gasto médio anual per capita de € 27,42 com a compra de fast-food.
A cifra só não foi menor do que a da Índia (€ 5,52), da China (€ 14,65) e da Espanha (€ 21,81).
E representa menos de 17% do que gastam com comida rápida os japoneses, donos do maior consumo per capita mundial do segmento.
O Japão lidera o ranking, com uma média de € 169,03 desembolsados com fast-food em 2010. Seguem os americanos, com € 166,94, e os canadenses, com € 116,52.

Prefeitura De São Paulo Pode Fechar Shopping Center Norte

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
19 de Setembro, 2011


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse nesta segunda-feira que não descarta a possibilidade de interditar o Shopping Center Norte por causa da alta concentração de gás metano no local. Na última sexta, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) aplicou multa diária de R$ 17.450 ao shopping - que passa a valer a partir de hoje - porque o centro comercial não atendeu a exigência de implantar um sistema emergencial de drenos de extração de gases.
“A constatação [é] de que essa área, no passado, foi um lixão. Esse [antigo] lixão está emitindo gases. Caso seja confirmado, vamos ter que tomar medidas, que poderá ser [desde] a exigência por parte dos empreendedores de investimento na área para captação deste gás ou, até mesmo, medidas mais drásticas, que é o fechamento temporário de parte ou todo do empreendimento”, disse o prefeito.
O shopping, localizado próximo à Marginal Tietê, foi construído em 1984.
 “Anteriormente foi objeto de disposição de resíduos sólidos de origem desconhecida, existindo a possibilidade da existência de resíduos industriais além dos de origem doméstica e entulhos”, diz o relatório da Cetesb.  
O lixo foi enterrado durante a construção do Center Norte. A decomposição do material libera gases, que entram no imóvel pelo solo, pelas paredes e pelas colunas. 
Rodrigo Cunha, gerente do setor de gestão de recursos para investigação e remediação de áreas contaminadas da Cetesb, afirma que os técnicos continuam estudando o local para descobrir se outros tipos de gás foram lançados e durante quanto tempo estão no ar. Esse material poderia fazer mal à saúde dos trabalhadores que o respiraram por muito tempo, diz ele. 
Em nota, o Shopping Center Norte afirma que tomou conhecimento do auto de infração e da multa e que “o gás metano não é tóxico e, portanto, não oferece risco à saúde”. “O Shopping Center Norte, em conjunto com empresa especializada em engenharia ambiental, já instalou sistema de remediação, que se encontra atualmente em operação e tem se mostrado efetivo no controle de intrusão do metano.  Sistemas similares estão sendo instalados em outras áreas do shopping”, informou em nota a direção do Center Norte.
Cunha, da Cetesb, concorda que o metano não faz mal à saúde, mas afirma que “a situação oferece risco à vida, à segurança das pessoas”, pois há risco de explosão. 
O gerente diz ainda que a multa é necessária para forçar o Center Norte a tomar medidas para drenar o gás, e que o problema não será resolvido em questão de dias. “Eles precisam decidir por qual tipo de dreno vão usar, e qual será o sistema a ser implementado."

Cetesb Vistoria Shopping Center Norte E Confirma Multa Diária

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
20 de Setembro, 2011


Técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) fizeram uma vistoria hoje no Shopping Center Norte, na zona norte da capital paulista, e constataram o não-atendimento à exigência de instalação do sistema de extração de gases, que visa  afastar o risco potencial de explosão na área do empreendimento. Portanto, a multa diária de R$ 17.450, aplicada desde ontem pela Cetesb, foi mantida. 
Os técnicos fizeram medições em redes subterrâneas, lojas e poços de monitoramento de gases nos corredores internos do shopping. Segundo a Cetesb, foi detectada concentração de gás suficiente para haver inflamação em diversos pontos, incluindo em uma pilastra localizada nos corredores do shopping, junto a uma tomada. Por isso, foi necessário desligar a energia elétrica e instalar um sistema de exaustão para diminuir a concentração de gases no local.
A aplicação da multa diária, válida pelo período de 30 dias, teve início ontem e persistirá até que a direção do Shopping atenda às exigências da CETESB, que consistem não só na implantação do sistema de extração dos gases, como também na complementação da investigação detalhada e da avaliação de risco nas áreas do Center Norte, do Lar Center e do supermercado Carrefour, além da implementação de planos de monitoramento, de comunicação e gerenciamento do risco e contingência. 
O Shopping Center Norte, o Lar Center e o Carrefour ficam na mesma área e foram erguidos sobre um lixão. A decomposição do material libera gás metano, cuja concentração foi considerada pela Cetesb acima do limite aceitável, gerando alto risco de explosão no local. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou ontem que o centro comercial pode ser fechado.

Shopping Center Norte Continua A Ser Multado Depois De Nova Vistoria

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
22 de Setembro, 2011


A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) fez nova vistoria – a segunda desta semana – no Shopping Center Norte, zona norte da capital paulista, e optou por continuar multando o centro comercial. Desde segunda-feira o shopping está sendo multado em R$ 17.450 por dia por não ter implementado o sistema de drenos de extração de gases exigido pelo órgão público. 
O shopping, localizado próximo à Marginal Tietê, foi construído em 1984 sobre um lixão, enterrado durante a construção do centro comercial. A decomposição do material libera gases, que entram no imóvel pelo solo, pelas paredes e pelas colunas. A alta concentração de gases no local, informa o relatório da Cetesb, pode facilitar uma explosão, e por isso a área deve ser considerada de risco. 
A aplicação da multa diária vale por 30 dias corridos e, segundo o órgão público, “persistirá até que a direção do shopping atenda às exigências da Cetesb, que consistem não só na implantação do sistema de extração dos gases, como também na complementação da investigação detalhada e da avaliação de risco nas áreas do Center Norte, Lar Center e supermercado Carrefour, e, ainda, implementar os Planos de Monitoramento, de Comunicação e Gerenciamento do Risco e Contingência”.
Todos os imóveis estão na mesma área. O Lar Center pertence ao grupo do shopping, e o Carrefour aluga o terreno. No começo da semana a varejista pediu informações à administração do shopping sobre o assunto. Em nota divulgada na segunda-feira, o Carrefour informou que "assim que tomou conhecimento do assunto, prontamente iniciou um processo de apuração do caso e acionou a Direção do Shopping Center Norte para solicitar esclarecimentos, a qual confirmou a presença de biogás (CH4) no subsolo do empreendimento”. 
O Center Norte afirma em nota que o sistema de drenagem foi implantado em um determinado ponto do shopping há 40 dias. “Ele consiste em tubos de PVC ligados a uma bomba radial a vácuo, que suga o gás. O gás passa por um filtro, para tratamento, antes de ser jogado na atmosfera”. Além disso, diz ainda que “outros oito sistemas similares serão instalados nos próximos dias, dentro de um cronograma acertado pela Cetesb, como medidas preferenciais”.

Rics Passa A Ter Filial No Brasil

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
23 de Setembro, 2011


A Royal Institutional of Chartered Surveyors (Rics), organização de profissionais do setor imobiliário presente em 146 países de origem inglesa, tem agora filial no Brasil. A Rics atua na certificação de profissionais e avaliação técnica de processos de seleção de terrenos, orçamentos, contabilidade, auditoria, financiamento de projetos e mensuração de ativos conforme padrões internacionais.
Segundo o presidente da Rics, Sean Tompkins, existem grandes fundos de pensão e empresas ainda não estão presentes no Brasil que condicionam investimentos de longo prazo a projetos, ativos e empresas em conformidade com normas internacionais, como as validadas pela organização. "O setor imobiliário brasileiro está amadurecendo, mudando o foco doméstico para internacional, e precisa ser capaz de atender à demanda por esses padrões."
A organização já começou a conversar sobre a possibilidade de parcerias com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Universidade de São Paulo (USP). Até o fim do ano, a Rics vai organizar suas operações e, a partir de 2012, dará início às certificações. A entidade pretende atuar na certificação de profissionais da iniciativa privada e do governo e de processos dos nichos residencial, comercial, galpões, shopping centers e de terras para agricultura.
A Rics atua também em pesquisas internacionais e análises econômicas. Conforme a organização, os investimentos globais no setor imobiliário somaram US$ 65 bilhões no primeiro semestre de 2011.

Cetesb Mantém Multa No Center Norte

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
23 de Setembro, 2011

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) fez ontem nova vistoria no Shopping Center Norte, em São Paulo, e optou por continuar multando a empresa. A penalidade é de R$ 17.450 por dia.

BRMalls E Cabral Construirão Shopping Em Contagem, MG

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
23 de Setembro, 2011


A BRMalls anunciou hoje um acordo com a Cabral Investimentos para a construção de um shopping em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
O empreendimento irá ocupar um espaço de 37,8 mil metros quadrados, com área bruta locável (ABL) de 45 mil metros quadrados. A inauguração da primeira etapa do shopping, com 35 mil metros quadrados de ABL, está prevista para o último trimestre de 2013. Nesse primeiro momento, o espaço terá 250 lojas e 2,5 mil vagas de estacionamento.
A BRMalls vai arcar com 81,49% do investimento, enquanto que a Cabral – sociedade entre a MRV Logística e uma empresa do banco BMG – deve responder pelos demais 18,51%. Depois de pronto, a administradora de shoppings terá 70% do empreendimento, enquanto a Cabral ficará com os 30% restantes. A empresa espera que o resultado operacional líquido (NOI) do shopping de Contagem (receita operacional bruta menos o custo operacional do empreendedor) seja de R$ 30 milhões, com taxa interna de retorno (TIR) de 17,3%.
Trata-se do oitavo shopping da BRMalls em Minas Gerais. Com participação em 43 empreendimentos, a empresa é líder no setor de shopping centers no país.

Famosos Da Comunidade Japonesa Ajudam A Reestruturar Santa Cruz

HOSPITAIS
Valor Econômico
21 de Setembro, 2011



Luis Ushirobira/Valor/Luis Ushirobira/ValorNakaya, presidente da Sakura: equipe de voluntários inclui o sushiman Jun Sakamoto e o economista Paulo Yokota (ex-BC)
Fundado em 1939 e voltado inicialmente para a comunidade nipônica, em especial para os imigrantes que não falavam português, o Hospital Santa Cruz, em São Paulo, está promovendo uma reestruturação com a ajuda de vários descendentes japoneses "notáveis". Entre eles, estão o sushiman Jun Sakamoto, os economistas Paulo Yokota (ex-Banco Central e Incra) e Akihiro Ikeda (ex-Ministério da Fazenda), além de Paulo Hirai e Marcelo Tsuji, consultores especializados em saúde. A presidência do hospital é ocupada, desde setembro do ano passado, por Renato Kenji Nakaya, que também é presidente da Sakura. Todos eles, que compõem um grupo batizado de "colegiado de notáveis", estão trabalhando voluntariamente.
"Cada um dos voluntários é responsável por uma área. Por exemplo, o Jun vai organizar eventos para divulgar o hospital. O Paulo Hirai renegociará os contratos com os planos de saúde. Já realizamos três reuniões com integrantes com o colegiado de notáveis e continuamos procurando mais colaboradores", explicou Nakaya, que duas vezes por semana dá expediente no hospital.
O executivo assumiu a presidência em setembro do ano passado, após denúncias de irregularidades contra a administração anterior, empossada em 2009. Uma sindicância foi aberta em 2010 para apuração do caso, mas a auditoria foi suspensa e não houve comprovação das denúncias. Em 2009, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de apenas R$ 706 mil para um faturamento de R$ 131 milhões. No ano passado, a receita bruta permaneceu praticamente inalterada, ficando em R$ 130 milhões, mas o lucro operacional somou R$ 4,1 milhões.
A meta dos novos gestores para este ano é atingir um faturamento de R$ 134 milhões e um Ebitda de R$ 4,5 milhões. Essa previsão de crescimento já é resultado de um investimento de R$ 1,5 milhão para ampliação de 53 leitos e modernização de equipamentos médicos, ações que devem ser concluídas até o fim de 2012. Outro grande projeto que está em estudo é a construção de uma nova torre com 3 mil m2 de área construída, que demandará investimento de R$ 17 milhões. "Vamos usar recursos próprios para o novo empreendimento. Estamos analisando quais as demandas de mercado para definir qual será a especialidade médica dessa torre do hospital", disse o presidente do Santa Cruz. O hospital prevê encerrar o ano com um total de 12,4 mil internações.
Cerca de 80% do faturamento do Santa Cruz, que é um hospital filantrópico, é proveniente dos convênios médicos. Os demais 20% vêm de pacientes particulares, doações diretas e também feitas por meio da nota fiscal paulista.
Fundado há 72 anos, o Santa Cruz passou por várias transformações. Em 1942 - época em que o então presidente Getúlio Vargas rompeu relações diplomáticas com Japão, Alemanha e Itália devido à 2ª Guerra Mundial - o Santa Cruz sofreu intervenção do governo e ficou sob ingerência estatal até 1989. "Após esse período, foi feito um acordo político com a comunidade nipônica. Tivemos aí uma gestão compartilhada entre japoneses e brasileiros", lembrou Paulo Yokota, que presidiu o Santa Cruz entre 2000 e 2008 e hoje participa desse projeto de reestruturação do hospital, localizado no bairro paulistano da Vila Mariana.
Outros hospitais ligados às comunidades dos países do Eixo na 2ª Guerra Mundial também passaram pela intervenção estatal do governo Vargas como o Alemão Oswaldo Cruz e o italiano Umberto Primo, que já fechou suas portas.