terça-feira, 29 de novembro de 2011

Novas Lojas E Torres De Escritórios Renovam Estreante De Porto Alegre

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011

Agora, no final do ano, combinando com a sua feérica, milionária e tradicional decoração natalina, o Shopping Center Iguatemi de Porto Alegre anuncia duas exclusividades para sua clientela das classes mais abastadas: as lojas da SunGlass e da Hugo Boss, primeiras e únicas no Sul do País, por enquanto. Surpreende mais uma vez os gaúchos, como fez há 28 anos, quando inaugurou o primeiro espaço de compras e lazer da cidade, com 110 lojas, que permanece líder na memória dos habitantes da cidade entre os 20 concorrentes que vieram depois.
"Eu me lembro de ter vindo aqui como consumidora, encantada, estarrecida, porque realmente era algo inédito para o Rio Grande do Sul (RS). Era uma coisa magnífica, enorme, complexa." A memória é da superintendente do shopping Nailê da Rocha Santos, 44 anos, 14 dos quais a serviço da empresa. Na inauguração, em 13 de abril de 1983, a adolescente Nailê, com 16, iniciava uma agitada carreira de modelo que se estendeu até os vinte, quando optou pela propaganda e marketing
Com investimento de US$ 25 milhões e alicerces erguidos em área rural, o Iguatemi desafiou hábitos e costumes, como abrir as portas aos sábados, até às 18 horas, coisa impensável na cidade.
Ao longo do tempo, fez da inovação uma constante, como abrir espaço para o Hospital Moinhos de Vento, que ocupa todo o terceiro pavimento, ou o evento de moda Donna Fashion. Com 300 lojas, o shopping acolhe hoje uma frequência média diária de 50 mil pessoas, 77% delas das classes A e B. Para 2012, uma ampla reforma está prevista que deixará o empreendimento com uma pintura nova, mais 40 lojas, restaurantes e uma torre de escritórios integrada.

O Primeiro Da Região Nordeste Transforma O Comércio Baiano

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011

Ewerton Visco tinha apenas 15 anos quando compareceu à inauguração do Shopping Iguatemi Salvador, o primeiro shopping center da região Nordeste, em 1975. O pai de Ewerton era o superintendente do novo mall e o filho queria ver um ídolo que compareceu à abertura do centro de compras. "Fui ver o Pelé", conta. Naquela época, Ewerton mal podia imaginar que se tornaria diretor regional da Alliansce Shopping Centers, administradora do Iguatemi Salvador.
Inaugurado em dezembro daquele ano, depois de 16 meses de obras, era difícil prever na época o impacto que o empreendimento do empresário Newton Rique teria para a capital baiana. "Não havia nada em volta. Era tudo mato", lembra Visco. Para ele, a abertura do Iguatemi, localizado no bairro da Pituba, mudou a cara de Salvador. "O shopping criou um novo eixo de desenvolvimento na cidade e virou uma referência: a região do Iguatemi", diz. O primeiro shopping do Nordeste mudou o conceito do próprio varejo em Salvador. "Ter tudo em um só lugar era novo. Além disso, o shopping trouxe novas redes que não estavam presentes na região", diz Visco.
Hoje, o shopping conta com 535 lojas e recebe 3,8 milhões de clientes por mês. O setor de serviços aumentou, assim como as áreas de lazer. O parque infantil que tinha 200 m2, hoje ocupa uma área de 1,5 mil m2. As salas de cinema hoje são 12.
Outros serviços foram agregados, como clínica médica e até uma capela. "Também temos um centro do Serviço de Atendimento ao Cidadão do Governo da Bahia e estamos fechando com a Body Tech para inaugurar a maior academia de ginástica da cidade, com quadras de esporte e piscinas", acrescenta Visco. (C.V.)

Supermercados Sugerem Nova Rotina De Compras

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011
Gustavo Lourenção/Valor/Gustavo Lourenção/ValorJoão Edson Gravata: intenção é inspirar e transformar a maneira de fazer compras em verdadeira viagem culinária
Não foi difícil para o setor de supermercado perceber as vantagens oferecidas pelos shopping centers. Afinal, pode pegar carona em serviços como estacionamento e segurança. Além disso, quem está disposto a percorrer lojas pode aproveitar a oportunidade para fazer uma "comprinhas" em seus corredores.
Não à toa, os supermercado localizados nos centros de compras têm merecido atenção especial. É o caso da unidade do Pão de Açúcar no interior do Shopping Iguatemi, em São Paulo, inaugurada em 2007, com um investimentos total de R$ 8 milhões - cerca de três vezes maior do que o de uma loja de rua, sem contar o preço do terreno.
"Com o projeto do Iguatemi, nossa intenção foi sugerir, inspirar e transformar a rotina das compras em uma verdadeira viagem culinária, inovando a maneira de pensar e produzir as refeições", explica o diretor de operações João Edson Gravata.
Considerado pela rede como uma "loja conceito", o supermercado do Iguatemi tem serviços diferenciados. Gravata explica que a loja adotou o sistema chamado Rfid - que substitui o código de barras --, permitindo ao cliente fazer suas compras apenas com um aparelho que registra os produtos selecionados, sem necessidade colocá-los no carrinho. Estes, por sua vez, são dotados de recursos de navegação. Ou seja, ajudam o cliente a encontrar rapidamente os artigos desejados e permitem prever o valor da despesa. As novidades tecnológicas foram resultado de parcerias com empresas como Microsoft, IBM, Unisys, entre outras, "que investiram no projeto e ajudaram a viabilizar a proposta de integração da modernidade com a simplicidade."
"Além do diferencial tecnológico, a unidade possui uma variedade de produtos especiais, com predominância de importados, premium, ou de pequenos fornecedores, alinhados ao perfil do público frequentador", acrescenta o diretor de operações.
O Pão de Açúcar, que em média investe R$ 2 milhões na abertura de uma loja, injetou R$ 3,9 milhões nos 940 m2 de área de vendas do shopping que, de acordo com Gravata, "trouxe uma nova forma de ver e viver supermercado". O grupo Pão de Açúcar tem também uma loja no Shopping Center Villa Lobos.
Para Claudio Luiz Zaffari, diretor da Companhia Zaffari, não há uma diferenciação acentuada entre um hipermercado de rua e o de shopping. Ele concorda, no entanto, que há mais zelo com os pontos de vendas dentro dos centros de compra. "Nos shoppings, temos um cuidado maior que o normal", afirma.
Com uma rede de 28 supermercados, dos quais seis instalados em malls, Zaffari vê uma enorme vantagem nessa parceria, tendo em vista a redução de custos. "Na loja de rua, é preciso investir na edificação como um todo. Ela precisa ter um estacionamento próprio, o que onera os custos da construção."
A companhia vê um outro ponto positivo nessa parceria. "Cinco dos nossos hipermercados estão dentro de shoppings que nós mesmos administramos. Isso facilita o processo como um todo porque tem uma sinergia bastante organizada desde o projeto inicial", acrescenta. A sexta unidade funciona no Shopping Total, em Porto Alegre, que não pertence à empresa. (R.C.)

Clima De Festa

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011

Em 45 anos, os shopping centers deixaram de ser meros centros de compras e viraram espaços de convivência e lazer. As inovações em comércio, entretenimento e gastronomia conquistaram clientes de todas as classes sociais, atraídos por ambientes arejados, com pé direito alto, e paisagismo para integrar áreas verdes às alamedas comerciais com lojas de fachadas largas, interiores confortáveis e com variado mix de produtos. O resultado das transformações pode ser traduzido em números grandiosos: o setor deve faturar R$ 100 bilhões neste ano, mais do que o dobro dos R$ 45,5 bilhões de 2005, segundo projeções da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).
As inovações acompanharam a rápida expansão da indústria, estimulada pelo crescimento do poder aquisitivo, aumento na oferta de crédito e atração de investidores externos. "Serão inaugurados neste ano 21 empreendimentos e para 2012 estão previstos outros 43", informa a superintendente de operações da Abrasce, Adriana Colloca. Foram construídos 91 malls em seis anos, fazendo o número de unidades saltar de 338, em 2005, para 428 até outubro.
A área bruta locável (ABL) passou de 6,5 milhões de m2 para 9,8 milhões de m2. Visitavam os centros de compras 181 milhões de pessoas por mês em 2005. Agora, são 329 milhões. O número de 43 inaugurações previstas para o próximo ano é surpreendente. "Manter a expansão acelerada é um grande desafio. A concentração prevista para 2012 reflete a estratégia adotada pelas incorporadoras após a crise global de 2008", afirma Adriana.
Os empreendedores mantiveram os investimentos, apesar dos sinais de desaquecimento da economia mundial. Para o diretor presidente da AD Shopping, Hélcio Povoa, o ritmo dos negócios futuros vai depender da resposta do varejo e da economia interna aos reflexos da crise na Zona do Euro. As projeções da Abrasce, no entanto, são otimistas. "As inaugurações comunicadas para 2013, até agora, indicam que o setor continuará aquecido", diz Adriana.
Há projetos em andamento de diferentes perfis, segundo Claudio Sallum, sócio-diretor da Lumine, empresa especializada em gestão de shoppings. Os de grande porte se concentram nas capitais, enquanto os menores vão para os municípios e regiões nas quais a demanda não é atraente para os grandes investimentos. Os mais sofisticados, com grifes internacionais, também tendem a se concentrar nas capitais.
Para Sallum, as inovações dos últimos anos reforçaram a vocação dos empreendimentos para o lazer e o passeio. Os centros construídos nos anos 1980 tinham lanchonetes, áreas de alimentação e algum entretenimento. "Naquela época, eles eram direcionados às classes mais altas que iam aos shoppings para passear e essa cultura foi transmitida aos consumidores das demais classes sociais".
Executivos confiantes na expansão do setor nos próximos anos continuam apostando nessa tendência, como Ruy Kameyama, diretor de operações da BR Mall, empresa com 43 centros de compra em todas as regiões. "O shopping passou a ser um espaço de lazer e diversão, além de multiuso, com torres de hotel, escritórios, academia e até universidade", afirma.
Os lojistas apostam no poder de atração dos empreendimentos. Os índices de locação das novas unidades do grupo estão elevados. O Mooca Plaza, em São Paulo, abre as portas neste mês com 230 lojas comercializadas. "Outros seis, com inaugurações previstas para 2012 e 2013, em vários Estados, apresentam ritmo acelerado de locação."
Indicadores econômicos de outras companhias do setor apontam na mesma direção. A Multiplan, com 14 malls nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, investiu nos primeiros nove meses deste ano R$ 468 milhões, 54,3% mais do que no mesmo período do ano passado - até dezembro, a empresa deve investir R$ 711 milhões e até 2013, R$ 996 milhões, informa o vice-presidente diretor de Relações com Investidores, Armando d'Almeida Neto. A Multiplan acaba de inaugurar o ParkShopping São Caetano, no ABC paulista, e tem outros quatro empreendimentos em construção.
Os indicadores do Iguatemi Empresa de Shopping mostram expansão dos negócios para o segmento das classes A e B. As vendas do grupo, incluindo as dos empreendimentos mais recentes, o Iguatemi Alphaville e o Iguatemi Brasília, cresceram 16,4% no terceiro trimestre de 2011 em comparação a igual período do ano passado. A expectativa é manter expansão anual da receita entre 25% e 28% até 2014. Além do JK Iguatemi (SP), com abertura prevista para 2012, o grupo deverá inaugurar duas novas unidades em 2013 e outras duas em 2014. "Pretendemos alcançar outros municípios com tamanho e potencial de renda do Iguatemi, que são as classes A e B", explica a vice-presidente de finanças, Cristina Betts.
Para acompanhar as novas tendências, as empresas precisam ser ágeis e investir em pesquisas para captar os anseios dos consumidores, segundo o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyon, que prevê uma média de 35 inaugurações por ano até 2016.
Seguindo o exemplo do que ocorre no exterior, em especial nos Estados Unidos, os shoppings, segundo ele, ainda vão introduzir novidades surpreendentes para atender as demandas de lazer e entretenimento. "No futuro, teremos até piscinas para surfe nos empreendimentos, como já acontece nos Estados Unidos", prevê.

Consumidor Terá Três Novas Opções De Outlets Em 2012

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011

Na esteira do sucesso do Outlet Premium São Paulo, que atrai mais de 5 milhões de visitantes por ano, pelo menos três inaugurações de centros de compras que oferecem grifes com grandes descontos estão previstas para o próximo ano em três Estados: São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.
O conceito de oferecer produtos de grife com descontos atraentes, comum nos Estados Unidos, conquistou os consumidores paulistas. O primeiro empreendimento, da General Shopping Brasil, no km 72 da Rodovia dos Bandeirantes, em Itupeva, completou dois anos de funcionamento em junho. Em um espaço charmoso, reune 130 grifes como Giorgio Armani, Hugo Boss, Ermenegildo Zegna e Ricardo Almeida, além da Daslu, que, sozinha, ocupa 305 m2 dos 18 mil m2 da área do empreendimento.
Agora, a intenção é conquistar o país. A população da cidade-satélite de Alexânia (GO) acompanha as obras do Outlet Premium Brasília, que também terá estilo open mall - a céu aberto - e um pavimento. Segundo Alexandre Dias, diretor de marketing e varejo da General Shopping, há uma grande expectativa em relação ao empreendimento porque a região de Brasília tem o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) do país, um grande potencial de consumo e o outlet está localizado no corredor de ligação entre a capital federal, Goiânia e Anápolis, a BR 060, cenário de uma série de investimentos.
Aproximadamente 60 grifes nacionais e internacionais devem se instalar nos 16,5 mil m 2 de área bruta locável (ABL), a exemplo da Le Lis Blanc, Shoulder, Aramis e M. Martan, entre outras. O novo shopping de marcas famosas deve gerar 2 mil empregos diretos e indiretos para a região e sua inauguração está prevista para março de 2012.
Em São Paulo, no km 45 da Rodovia Castello Branco, está sendo construído o Shopping São Paulo Prime Outlets, com inauguração prevista para 2012. Menina dos olhos do prefeito Roque Hoffmann (PSDB), de Araçariguama, que se empenhou arduamente em trazer o empreendimento para o município e com isso gerar cerca de 750 empregos novos, o centro comercial surge ao lado do Residencial Ecoville, ao longo de 23 mil m2, que acomodarão 130 lojas, 1.500 vagas de estacionamento, torre de escritórios, hotel e centro de convenções. Cerca de 35 grifes confirmaram, a instalação de suas lojas no outlet, a exemplo da Reebok, Oakley, Le Lis Blanc, Calvin Klein, Track&Field, Sidewalk, Yachtsman e Ellus.
Segundo César Vieira, diretor presidente da SuccesPar Real Estate, empresa de desenvolvimento imobiliário responsável pelo empreendimento, em parceria com a consultoria imobiliária norte-americana Jones Lang LaSalle e a gC2000, o São Paulo Prime Outlet "se beneficiou da agilidade na análise e aprovação dos projetos por parte de Araçariguama, depois de receber muitos convites para se instalar em outros municípios".
São Paulo não é o único Estado da federação a se beneficiar da febre dos outlets. A Jones Lang LaSalle anunciou a construção de um novo centro comercial no Rio Grande do Sul. Trata-se do Platinum Outlet, obra a ser entregue aos moradores de Novo Hamburgo no próximo ano. Essa iniciativa, segundo o diretor de locação da Jones Lang LaSalle, André Costa, será sucedida de outros shoppings de marcas famosas em Curitiba, Goiânia, Rio de Janeiro, Recife e Salvador.
Ainda de acordo com o executivo da Jones Lang LaSalle, o Platinum Outlet, desenvolvido pelas construtoras São José e Cisplan, já tem 80% de seus 20 mil m2 de ABL pré-locadas por griffes como Tommy Hilfiger, Lacoste, Calvin Klein, Vuarnet e Capodarte, entre outras.

"Magia" Começa A Ser Planejada No Início Do Ano

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011

Divulgação/DivulgaçãoMúsica é a inspiração no Aricanduva: homenagem ao maestro João Carlos Martins, réplica do Teatro Municipal de SP e sinfônica de papais-noéis animatrônicos
Atrair os frequentadores assíduos e até conquistar novos visitantes pela beleza e ineditismo de sua decoração natalina, é tarefa que exige criatividade e planejamento. Por essa razão, os departamentos de marketing dos shoppings buscam a melhor forma de traduzir a chamada "magia do Natal" desde o início do ano - as empresas especializadas montam showroom com múltiplas sugestões em março.
A cada ano, os ornamentos natalinos disputam a atenção do público e dos empreendedores. As opções neste ano vão da tradicionais árvores repletas de enfeites e cascatas de luzes até o irresistível carrossel, passando por uma orquestra só de papais-noéis, safári em plena metrópole, e a interatividade do mundo virtual.
Criada em 1981 para decorar um shopping de Belo Horizonte, e neste ano responsável pelos ornamentos natalinos de 130 complexos varejistas e de entretenimento - sendo um deles na Argentina e outro no Uruguai -, a Cipolatti é de longe a maior empresa brasileira do segmento. Ostenta números como o uso de 6 milhões de microlâmpadas, 396 mil bolas, 120 mil laços, 240 árvores de mais de 6 metros de altura, 8,3 mil guirlandas e 8,2 mil bichos de pelúcia. "A Cipolatti é a grande referência, mesmo para a concorrência", ressalta Conceição Cipolatti, que dirige a empresa com os quatro filhos.
Nas empresas de decoração, quadro de funcionários aumenta em até cinco vezes no segundo semestre
Empresária e pianista, Conceição busca dar espaço à música nos trabalhos que desenvolve, como fez no projeto deste ano do paulistano Centro Comercial Aricanduva, em homenagem ao renomado maestro João Carlos Martins. Com o tema "Natal na Música", o centro comercial exibe também uma réplica do Teatro Municipal de São Paulo, no ano de seu centenário, e uma orquestra sinfônica de papais-noéis animatrônicos - este, aliás, um recurso utilizado pela primeira vez em 1997, pelo Eldorado, também da capital paulista. O total investido foi de R$ 3 milhões, em decoração e campanha publicitária.
"A busca do ineditismo faz parte de nosso DNA", anuncia Sandrine Nass, gerente de marketing do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, que não hesitou em escolher o tema "Natal Safári", investimento de mais de R$ 2 milhões, entre decoração e publicidade.
Idealizado por Cecília Dale - grife na área de decoração com 11 lojas voltadas para a classe A -, o cenário é uma alusão aos safáris africanos. "Há dois anos, fiz um safári fotográfico, com dois netos, na África do Sul", conta Cecília Dale. "Com a mata original que temos no Shopping Cidade Jardim e várias marcas que usam estampas de animais selvagens, surgiu a ideia do Natal Safári", complementa a empresária. Na Tenda do Papai Noel, por exemplo, há um tapete que imita uma pele de zebra.
Divulgação/DivulgaçãoSafári é o tema do Shopping Cidade Jardim: tapete que imita pele de zebra na tenda do Papai Noel e outras cenas de aventura na selva na busca pelo ineditismo
Responsável pela decoração de 12 shoppings em 2011, Cecília Dale estreou no segmento em 1999 ao decorar o Shopping Pátio Higienópolis, que leva o nome do bairro paulistano e neste Natal resgata a memória infantil com o "Carrossel do Papai Noel" - reprisando o sucesso do ano passado. Embora não goste de revelar números, a empresária garante que as atividades natalinas representam apenas 20% do total de seus negócios.
Para Sérgio Camargo Molina, no segmento desde 1992 com a empresa C+E, o bonequinho animatrônico já não é mais suficiente. "É preciso aumentar o grau de envolvimento da geração internet e iPod", acredita ele. Responsável pela decoração de 60 shoppings, que inclui parceria com a Disney e a empresa BR Malls, administradora de mais de 40 shoppings no país, a C+E faz o "Natal Club Penguin" no Complexo Comercial Tatuapé - formado pelos shoppings Metrô Tatuapé e Boulevard Tatuapé, na capital paulista.
Num cenário inspirado na ilha Club Penguin, mundo virtual infantil com mais de 150 milhões de usuários, há 15 computadores conectados com jogos do Disney Club Penguin. Há também iglus, muitas cores e 50 pinguins animatrônicos de 1,30 m de altura. "Quero o público que faz a diferença, crianças de 5 a 13 anos. Se tem algo de interatividade, eles trazem a família", ressalta Molina. "Nosso papel é ser um instrumento para atrair mais público. Fazer o público frequentar o shopping e, se possível, 'roubá-lo' de outro. Se tiver o Mickey, a criança vai preferir", atesta.
Com temas tão diferentes, as empresas dispõem de logística semelhante. Todas têm um galpão - o da Cipolatti é de 30 mil m2; Cecília Dale e C+E armazenam seus materiais e ornamentos em áreas equivalente, de 8 mil m2. As semelhanças também valem para a estrutura de funcionários, de arquitetos a artistas plásticos, cenógrafos, marceneiros, eletricistas e alpinistas. A Cipolatti mantém 350 funcionários fixos, número que triplica no segundo semestre. A Cecília Dale tem 45 fixos e chega a 200 a partir de junho de cada ano. A C+E trabalha com 90 fixos e, até o início de novembro, sobe para 500. Sobre os valores cobrados para a realização dos trabalhos, somente Sergio Camargo Molina concordou em dar uma estimativa: de R$ 250 mil a R$ 800 mil, dependendo da complexidade e da dimensão do projeto. (L.M.)

Previsão É De Um Natal 14% Mais Gordo

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011

Divulgação/DivulgaçãoEduardo Gribel, da Tenco Shopping Centers: celulares, tablets, roupas e sapatos entre os itens mais procurados
O Papai Noel brasileiro não se assusta com a crise internacional. Principal data para o comércio, o Natal nos shoppings do país deve ter um aumento de 14% nas vendas no mês de dezembro em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). "O varejo está superaquecido ante a massa salarial", constata Adriana Colloca, superintendente de operações da Abrasce, que explica a previsão otimista, apenas um ponto percentual menor que a de 2010, também pelo crescente número de shoppings e ampliação dos já existentes. "O consumidor continua confiante, apesar da crise internacional". O diretor presidente da Tenco Shopping Centers, Eduardo Gribel, é categórico. "Nenhum shopping center do Brasil tem essa preocupação."
A Tenco Shopping Centers, que administra dois shoppings em Belo Horizonte (MG) e um em Juazeiro do Norte (CE), é um exemplo da ampliação citada por Colloca. Com a inauguração dos dois empreendimentos mineiros e a revitalização no Ceará, atraindo novas lojas âncoras com expansão, as expectativas de vendas são muito positivas. "Só para o Natal devemos ter um aumento de 15% mas, em todo o ano, chegaremos a 20%", prevê Eduardo Gribel, que anuncia seis novos empreendimentos para 2012 em regiões do interior com cerca de 250 mil habitantes.
A expectativa da Abrasce é de um crescimento nos negócios de 12% no ano, o que representa uma redução de cinco pontos percentuais em relação aos 17% de 2010, quando o setor teve um faturamento de R$ 87 bilhões.
"Neste ano os fatores econômicos são menos promissores, mesmo assim nosso crescimento de vendas no Natal deverá ser em torno de 17%", garante Dylcio Porto, diretor superintendente da Terral Shopping Centers, que empreende e administra seis shoppings - três em Goiás, dois nas proximidades de Brasília e um no interior de São Paulo, com outras duas inaugurações previstas para 2012. "Devemos fechar 2011 com um desempenho 18% maior que no ano anterior".
Com foco no consumidor das classes sociais B e C desde sua fundação, há 15 anos, Porto explica o desempenho da Terral. "O Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, com uma taxa de urbanização de 80%, tem cultura de consumo e a classe C cresceu 50% nos últimos anos." Para ele, o segmento de shoppings vive um momento especial, com expansão constante nos últimos 10 anos. "É um mercado superaquecido, o que explica nossas vendas."
Com quatro shoppings - dois no Paraná, um em Santa Catarina e um no Rio de Janeiro, o Grupo Soifer administra o Shopping São José, na Grande Curitiba, e pretende fazer o mesmo com o Pátio Batel, a ser inaugurado em 2012. "Vemos com otimismo esse Natal. A expectativa em nossos empreendimentos é um crescimento médio de 15% nas vendas em relação ao Natal de 2011", diz Salomão Soifer, presidente do grupo. "Ainda é prematuro adiantar um número para o fechamento do ano, embora certamente vamos registrar evolução significativa em relação a 2010, mesmo com a instabilidade gerada pelas crises externas."
O Jereissati Centros Comerciais (JCC), que administra o Shopping Iguatemi de Fortaleza e inaugura dois novos empreendimentos em 2012, também está otimista com o período natalino. "A expectativa é de um aumento de 20% acima das vendas de 2010", diz Ilia Freitas Alencar, presidente do JCC. "Nosso desempenho no ano deverá ser 15% maior que no anterior". Para atrair os consumidores, em dezembro acontecem sorteios de carros e, nas compras superiores a R$ 450,00, o consumidor ganha um kit Natura Ekos de brinde.
A previsão de Dylcio Porto, da Terral, é que os tablets terão um posicionamento forte entre os produtos mais cobiçados pelos consumidores. "Não vai ser o principal produto entre os históricos brinquedos, eletrônicos e vestuário, mas terá um crescimento em relação ao ano passado", diz. Esta, aliás, é a previsão do levantamento da Abrasce, que cita entre os líderes da lista da compras natalinas tablets, ipods e iphones. "São produtos que demandam crédito e estarão entre os mais vendidos", prevê Adriana Colloca.
Eduardo Gribel, da Tenco acredita que "as novas tecnologias de celulares e tablets tendem a se manter entre os mais procurados, mas nesse ano devem perder algum espaço em relação ao ano anterior para os ramos mais tradicionais, como vestuário e calçados". Os shoppings da Tenco também realizam sorteios de carros, tablets e pacotes turísticos. A empresa cita pesquisa indicando que os consumidores devem gastar, em média, entre R$ 85 e R$ 125 para comprar seus presentes de Natal.
Com o aumento das vendas nos shoppings, o Natal também promete ser muito bom para quem procura trabalho. A estimativa da Abrasce é a abertura de 224 mil vagas temporárias de emprego no setor de shopping, 28% a mais do que no ano passado. Os novos postos de trabalho visam atender ao aumento do fluxo de pessoas nos shoppings no período natalino - 13% sobre a média mensal de 329 milhões, segundo a Abrasce - e dos horários estendidos das lojas ao longo do dia e nos finais de semana. A estimativa é de que 10% do total das vagas resultem em contratação efetiva após as festas natalinas. Os trabalhos incluem atividades de estoquistas, vendedores e equipe interna dos shoppings.
Na Tenco as contratações de final de ano são ainda maiores que a média do setor. Desde o início de novembro, a companhia promove um aumento de 60% no quadro de funcionários das lojas e 10% na administração de seus empreendimentos devido ao movimento de fim de ano, mas também a entrada de novas operações informa Eduardo Gribel. "Entre os segmentos que mais deverão empregar estão as lojas consideradas âncoras, seguidas de supermercado, vestuário, calçados, eletrodomésticos e perfumaria", diz.

Tamanho Duplicado Para Receber O Público Das Olimpíadas 2016

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011

Divulgação/DivulgaçãoLuiz Paulo Marcolini: referência em móveis no Rio de Janeiro e hotel e centro de convenções para a área de abrangência do shopping passar a ser nacional
O CasaShopping não é apenas o primeiro shopping segmentado do Brasil, mas também um modelo de sucesso. Todos os meses quase trezentas mil pessoas visitam as suas 120 lojas de móveis e decoração espalhadas por 41 mil metros2 na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. É assim desde que foi inaugurado em 1984, com apenas três cinemas, uma âncora e 60 lojas em 18 mil m² de área bruta locável (ABL) numa região que não passava de um imenso areal.
O próximo passo será dobrado. Até 2016 serão incorporados mais 45 mil metros2 de área locável, com a abertura de mais 120 lojas. O estacionamento passará de 1.200 para 2.400 vagas, com cobertura em dois pavimentos. O empreendimento ganhará também um hotel quatro estrelas e um centro de convenções. "Vamos consolidar a posição do CasaShopping como polo do setor de móveis na Região Metropolitana do Rio", diz o empreendedor Luiz Paulo Marcolini. "Com o hotel e o centro de convenções a área de abrangência do shopping vai ser nacional."
A ideia do shopping segmentado surgiu logo depois de Luiz Paulo Marcolini se formar em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas e assumir a direção da empresa de materiais de construção do pai. Os negócios cresceram, as lojas do Rio ganharam filiais em várias capitais e foi preciso construir um centro de distribuição num terreno da Marginal Tietê, em São Paulo. Não demorou para o lugar abrigar também a primeira versão do CasaShopping, o ConstruShopping, com 16 lojas em 12 mil m².
Marcolini começou a construir o CasaShopping no terreno que ocupa até hoje na Barra da Tijuca no início dos anos 80, quando a região era considerada distante pela maioria dos cariocas. A única certeza do empresário era que havia mercado para um shopping no segmento de móveis. Deu certo. A Barra da Tijuca hoje é densamente ocupada e vai sediar os Jogos Olímpicos de 2016. (P.V.)

Em Campinas, Regional Apresenta Leque Diversificado

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011

Quando comprou os ativos da Construtora Alfredo Matias S.A., em 1979, a Iguatemi Empresa de Shopping Centers S.A. ganhou participação societária no Shopping Iguatemi São Paulo, pioneiro no Brasil, e o embrião desenvolvido do primeiro complexo do tipo no interior, aberto em Campinas (SP), em 1980. Concebido pelo engenheiro e arquiteto que deu nome à construtora, o Shopping Iguatemi de Campinas foi plantado em área pouco urbanizada, próximo da Rodovia Dom Pedro I e de áreas destinadas a mercados residenciais de média e alta rendas que, ao lado do comércio e de serviços de alto padrão, progressivamente abandonaram o centro da cidade.
O shopping absorveu perto de 60% do comércio de luxo da época e expandiu seu raio de ação para quase seis dezenas de cidades paulistas e mineiras, com população estimada em 4 milhões de habitantes e acesso facilitado pela capilaridade das estradas paulistas. Por um bom tempo, o shopping recebeu cerca de 70% de carros de Campinas, e perto de 30% de veículos de outras cidades. A relação invertia-se nos fins de semana, quando 70% do público era de municípios vizinhos.
A vice-presidente de finanças da Iguatemi, Cristina Betts, caracteriza o Iguatemi Campinas como um shopping regional. "Com área bruta locável de 58.000 m2, ele tem tudo para todos, desde as marcas aspiracionais brasileiras até as mais populares. As internacionais importantes, entre 15% e 20% das lojas, estão todas lá, menos as de ultra luxo", explica a executiva. "Olhando para o futuro, é esse o perfil de shopping que se verá nos quatro projetos que estamos desenvolvendo para o interior de São Paulo; os quatro vão nascer semelhantes ao que é hoje o de Campinas", revela Cristina.
Em sua configuração atual, o shopping tem 154.000 m2 de área construída, 4.114 vagas de estacionamento coberto, 13 lojas-âncoras e 269 satélites, oito salas de cinemas, oito restaurantes e 30 fast foods. A Iguatemi detém participação de 65% no complexo, que tem a Fundação FEAC - Federação das Entidades Sociais de Campinas e o IRB - Brasil Resseguros S.A. como parceiros.
O shopping fortaleceu sua posição de mercado sem concorrência até 1992, data de inauguração do Galleria Shopping, mas não deixou de se modernizar. Com a compra do Galleria, em 2007, a Iguatemi parece ter fechado o cerco a novas investidas no mercado de Campinas.
Agora, tanto a operadora de shoppings como seus concorrentes voltam-se para outras áreas regionais, como a vizinha Jundiaí, Sorocaba e Votorantim, com a mira ainda nas classes A e B, mas com programas adicionais que incluem investimentos simultâneos em prédios comerciais e residenciais associados às áreas de influência dos espaços de compra e lazer.

Cara Renovada Para Manter A Liderança Entre Os Manauaras

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011

Divulgação/DivulgaçãoBruno Barros, gerente de marketing do Amazonas Shopping: "Expectativa é gerar nova experiência para o público"
Pioneiro na região Norte, o Amazonas Shopping comemora vinte anos com obras de modernização para se consolidar na preferência do consumidor manauara. A primeira fase contemplou a reestruturação e impermeabilização do telhado, a substituição de toda a estrutura elétrica, a reforma dos banheiros, a construção de uma estação de tratamento de esgoto e a substituição de pisos e para-peitos. Em 2012 começam as mudanças na fachada e no projeto paisagístico, além da abertura de cinco novas salas de cinema Quinoplex, duas com projeção 3D, com capacidade para 1.271 lugares. Os investimentos na remodelação chegam a R$ 44 milhões.
"Nossa expectativa é gerar uma nova experiência para o público e começar a escrever a história dos próximos vinte anos", diz Bruno Barros, gerente de marketing do Amazonas Shopping.
Inaugurado em 7 de novembro de 1991, o Amazonas Shopping é considerado um marco no desenvolvimento do comércio local ao estabelecer novos padrões de moda e consumo. A planta atual abriga cerca de 240 operações, entre lojas âncoras e satélites, quiosques, um supermercado, cinemas, parque de diversão, bancos e duas praças de alimentação, além de um estacionamento com 2 mil vagas que também está sendo totalmente modernizado.
O empreendimento fica estrategicamente localizado no Parque 10 de Novembro, no cruzamento das avenidas Darcy Vargas e Djalma Batista, que recebem o fluxo de carros de vários bairros da capital amazonense, e próximo de condomínios e conjuntos residenciais nobres. Circulam pelo shopping, em média, 40 mil pessoas por dia - o que representa cerca de 1,2 milhão de pessoas por mês. O perfil dos frequentadores é o mesmo desde a inauguração. Ele atende a todos os públicos e, por isso, mantém praticamente inalterado o mix de lojas e uma ampla variedade de serviços.
Desde 2007, o empreendimento passou a ser controlado pela BRMalls, uma das grandes redes do setor no país. "A nova administração entende que é preciso investir para renovar um empreendimento que está completando 20 anos e, por isso, há três anos apostamos na modernização não apenas na aparência física, mas também no fortalecimento das lojas", afirma Bruno Barros. "Procuramos agregar novas marcas e revitalizar as existentes, mas também qualificar cada vez mais os colaboradores e a oferta de serviços."
Nos últimos 20 anos, mais um shopping de grande porte e outros três médios foram inaugurados na cidade, o Amazonas perdeu público. Em parte por causa do crescimento da população, que passou de um milhão de habitantes, em 1990, para 1,8 milhão, em 2010. Mas também pela sua tradição. Uma pesquisa da Agência Perspectiva constatou em 2010 que o Amazonas Shopping era um símbolo da cidade lembrado por 60% de seus moradores. "Havia demanda reprimida em Manaus e não perdemos público com a chegada da concorrência", diz Barros.

Conjunto Nacional, No DF, Permanece Jovem Aos 40

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011

Divulgação/DivulgaçãoConjunto Nacional, em Brasília: empreendimento veterano recebe 2,5 milhões de consumidores por mês em suas 300 lojas e fatura R$ 1 bilhão por ano
Brasília tinha acabado de completar dez anos, a seleção tinha conquistado o tricampeonato mundial de futebol no México, no ano anterior; e o Brasil vivia os anos de chumbo do governo do general Médici quando o shopping center Conjunto Nacional foi inaugurado na capital federal. Primeiro shopping da região Centro-Oeste e segundo do país a ser inaugurado, o Conjunto Nacional completou 40 anos no último dia 21 de novembro. O empreendimento foi um sucesso imediato, inaugurando com praticamente todas as lojas ocupadas. "Em 1971, era uma loucura reunir toda a oferta de comércio que havia na cidade em um só lugar", diz Hélio Ribeiro, superintendente do Conjunto Nacional.
Apenas seis anos depois da abertura, o shopping administrado pela Ancar já havia passado por duas expansões, a primeira em 1974 e a segunda, em 1977. Mas muita coisa mudou desde então. Uma das principais âncoras do shopping pioneiro de Brasília era um supermercado Jumbo. "Teve até um elefante na inauguração", conta Ribeiro. Hoje, o shopping conta com uma loja Pão de Açúcar, mas em um espaço bem menor e numa área anexa ao mall.
Além do crescimento das áreas de lazer e serviços, uma tendência geral da indústria, a principal mudança segundo Ribeiro é a profissionalização do setor. "Tanto dos varejistas, quanto dos administradores do shopping", diz. "O mercado hoje é muito mais competitivo. Os maus profissionais simplesmente não sobrevivem. Hoje, o melhor lojista não é necessariamente aquele que tem mais lojas, mas aquele que sabe o que quer e sabe focar no público", diz. "O mesmo vale para os administradores de shoppings, que cada vez estudam mais e conhecem mais sobre como agregar valor à operação."
Para Ribeiro, um dos segredos da juventude para um shopping é a constante renovação. No Conjunto Nacional, 8% a 10% do mix de lojas é atualizado todo ano. Apesar da idade, o shopping mantém uma posição de liderança no varejo da capital federal, recebendo 2,5 milhões de consumidores por mês em suas 300 lojas e faturamento anual de R$ 1 bilhão. "Estamos entre os 30 maiores do país em área bruta locável", destaca Ribeiro.

Iguatemi Enfrentou Dificuldades Na Abertura

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011

DivulgaçãoIvan Murias, diretor de operações do shopping da Faria Lima: "O Iguatemi se reafirma como centro convergente de moda, cultura, informação e serviço"
O Shopping Iguatemi completou 45 anos com um título duplo: de primeiro shopping do Brasil e também o mais chique de São Paulo. A comemoração, que este ano incluiu a campanha assinada pela fotógrafa Anne Leibovitz, a inauguração de mais 628 vagas de estacionamento e a abertura dos restaurantes Ritz e Rodeio, continua em 2012, com a chegada de uma filial da academia Bodytech com 2 mil m2
e a revitalização da fachada da Avenida Brigadeiro Faria Lima. "O Iguatemi se reafirma como centro convergente de moda, cultura, informação e serviço", diz o diretor de operações Ivan Murias.
O movimento de público no local chega a 48 mil pessoas por dia ou 1,5 milhão por mês. O faturamento nos últimos anos tem superado R$ 1 bilhão a cada ano.
Nem sempre foi assim. Quando foi inaugurado, em 1966, o Iguatemi quase levou à bancarrota o empreendedor Alfredo Mathias, que investiu 60 milhões de cruzeiros, na época, no projeto. Cerca de 2.500 operários trabalharam 24 horas por dia durante dezesseis meses na construção. Responsável pelo prédio da Galeria do Rock e Portal do Morumbi, Mathias promovia churrascos nos fins de semana no canteiro de obras para vender as 60 mil cotas do empreendimento.
Havia resistência dos comerciantes àquele centro comercial inspirado no modelo americano. Os interessados só queriam as lojas perto da entrada porque duvidavam que alguém pudesse querer caminhar até as dos fundos.
Ganhou a primeira ampliação em 1977 e, no ano seguinte, passou ao controle do Grupo Jereissati. Hoje, está já há uma década na lista da consultoria Cushman & Wakefield que aponta o metro quadrado comercial mais valorizado do mundo.

Cliente Número 1 Torna-se Amiga Dos Vendedores

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011

Ana Paula Paiva/Valor/Ana Paula Paiva/ValorMaria Luiza Guião: show de inauguração com Chico Buarque e Nara Leão
O primeiro shopping a gente nunca esquece. A paulista Maria Luiza Guião Bastos, cliente número 1 do Shopping Iguatemi, com o qual mantém uma relação de 45 anos, que o diga. "Até hoje é um lugar mágico."
Na manhã nublada da segunda-feira, 28 de novembro de 1966, a assistente social, então com 26 anos, acordou mais cedo do que de costume. Antes de seguir para a Estação da Luz e pegar o trem que a levaria ao trabalho, na fábrica da Rhodia, em Santo André, queria conhecer a nova atração da cidade.
Arrumou-se com esmero, pegou um táxi na porta de casa, na Vila Buarque, reduto da boemia paulistana nos anos 60, e às 7h30 já estava no Shopping Iguatemi. Enfrentou alguns metros de calçada enlameada por causa das obras na rua - que antes da abertura da Avenida Brigadeiro Faria Lima se chamava Iguatemi - e da chuva da noite anterior. Até que as portas se abrissem, às 8h, resistiu bravamente à espera solitária.
"Fui a primeirona", conta. "Eu era muito curiosa, solteira, tinha um bom salário na Rhodia e gostava de gastar e de presentear os outros. Lembro das minhas emoções. Tinha uma loja chamada Farioli, onde eu nunca podia comprar, porque era caríssima, e a Via Láctea. Era tudo belíssimo. Não lembro o que comprei, mas devo ter dado muitos presentes aos colegas de fábrica."
Maria Luiza passeou pelos corredores e se encantou com o que chama de minishopping - uma ala de produtos finos no primeiro andar. Foi lá que ganhou um relógio, que funciona até hoje, como cliente número 1. Só foi embora no começo da tarde, antes do show de inauguração com Chico Buarque, Nara Leão, Eliana Pitman e Chico Anysio.
"Eles queriam fazer revolução pela música, e eu já fazia a minha revolução na fábrica", diz Maria Luiza, que nos anos 70 chegaria a integrar o grupo guerrilheiro Ação Popular (AP) e ficar quase três meses presa, acusada de comunista.
Quase meio século depois, Maria Luiza ainda vai regularmente ao shopping. Moradora agora do bairro do Itaim Bibi, que não fica longe dali, ela costuma ir até lá para apostar na megasena, pagar as contas no banco, almoçar no Almanara, como fazia quando o restaurante ficava na 25 de Março, comprar balas na Brunella e tomar sorvete diet na Ofner.
"Lá me sinto segura para tirar dinheiro e jogar na loteria", diz Maria Luiza. "Gosto também do Vila Olímpia, mas nos outros shoppings o atendimento é meio robótico. No Iguatemi faço festa e levo balas de presente para meus amigos vendedores."
Maria Luiza já está na terceira geração de vendedores do Iguatemi e mantém com alguns deles uma relação de cumplicidade. Dia desses, quando o filho confiscou seu cartão de crédito por causa dos gastos excessivos, ela não se fez de rogada: pediu emprestado R$ 50 a uma amiga, balconista de uma das lojas de perfume, para pagar a entrada do cinema. (P.V.)

Pioneiros Precisam Driblar As Resistências

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011

Quanto o Shopping Iguatemi abriu suas portas, no dia 28 de novembro de 1966, ninguém podia prever que o modo de fazer compras no Brasil iria passar por uma transformação tão grande - até então, o comércio de luxo em São Paulo era feito na badalada Rua Augusta, na região dos Jardins. A ideia de comprar em um ambiente fechado era desconhecida - e estranha - para a maioria do público. E demorou a "pegar".
No aniversário de 45 anos, a indústria de shoppings comemora um crescimento excepcional em todos os indicadores - deve fechar o ano com um faturamento de R$ 100 bilhões e 428 empreendimentos em funcionamento até outubro. O futuro é igualmente promissor. Para o próximo ano estão previstas 43 inaugurações, um recorde.
A situação não foi fácil para os pioneiros de cada região e para o primeiro centro de compras do interior e o primeiro segmentado. As maiores dificuldades, claro, foram enfrentadas por empreendedores e lojistas do Iguatemi, que trouxe o novo conceito para o Brasil e deu o pontapé inicial a uma indústria tão próspera.
Tudo foi difícil. As lojas ficavam às moscas durante boa parte do tempo, como relembra Maria Dolores Gonzalez, da Dona Sinhá, de artigos femininos importados, que só sobreviveu graças à clientela cativa conquistada na loja de rua da Cidade Jardim. Hoje, Maria Dolores diz que "tudo o que tenho devo ao Iguatemi. Passei minha juventude e agora passo minha velhice aqui".
Quando o público percebeu as vantagens de ter várias lojas em um só lugar, com estacionamento grátis, segurança e comodidade, tudo começou a mudar. O segundo shopping do país, o Conjunto Nacional, em Brasília, foi inaugurado cinco anos depois com quase todas as lojas comercializadas e um sucesso de público quase imediato. O pioneiro Iguatemi tinha aplainado resistências e mostrado a viabilidade do negócio.

Dependência De Franquias É Cada Vez Maior

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011

Ana Paula Paiva/Valor/Ana Paula Paiva/ValorMarcelo Cherto: "A concentração de empresas que ocorreu nos setores de bancos, supermercados e farmácias está acontecendo no setor de shoppings"
Nunca as redes de franquias precisaram tanto dos shopping centers, e vice-versa, para colocar em prática seus planos de expansão. Comodidade, segurança, conforto e estacionamento oferecidos pelos centros de compras aos consumidores tornaram esses espaços cada vez mais cobiçados pelas franqueadoras, principalmente as de fast-food, vestuário e calçados. E os empreendedores de shoppings, por sua vez, precisam de marcas fortes, conhecidas, consolidadas - as chamadas âncoras, até para que funcionem como chamariz de público para os empreendimentos.
Nos próximos quatro anos, a expectativa é que 70 novos shoppings serão inaugurados no Brasil. Cada shopping possui em média cerca de 120 lojas. As franquias vão representar a maior parte delas, segundo Marcos Hirai, sócio-diretor da BG&H Real Estate, unidade da GS&MD especializada em identificar pontos comerciais para redes em expansão. "As franquias veem cada vez mais os shoppings como um lugar para crescer. E os shoppings também precisam de marcas conhecidas para atrair o público", afirma.
A tendência, na avaliação de Hirai, é de os shoppings reunirem as marcas nacionais. As ruas, com algumas exceções, já concentrarão as lojas locais ou regionais. "O público não quer ver nos shoppings as marcas que vê nas ruas. Por isso, as redes de franquias têm tudo para reinar nos shoppings."
As franquias chegam a representar até 50% das lojas de shoppings. A expectativa é que esse percentual suba para 75% daqui a cinco anos, segundo especialistas em franchising. No setor de fast-food, as franquias já correspondem a 75% das lojas instaladas nas praças de alimentação.
Nos shoppings novos, as franquias chegam a participar com 70%. "A importância é dos dois lados. Os shoppings estão ligados às franquias e vice-versa, com a expansão dos dois setores", afirma Ricardo Bomeny, presidente da Associação Brasileira de Franquias (ABF).
O movimento de concentração de shoppings, o que significa mais shoppings sob a administração de um número menor de empresas, também estimulou o contato entre administradores de shoppings e de franquias.
Essa aproximação entre os dois setores fica cada vez mais evidente nos eventos que realizam. Na feira da ABF deste ano, empresas de shoppings estavam presentes, com seus estandes. Na feira de shoppings, redes de franquias já anunciavam as novas lojas em novos empreendimentos.
"A concentração de empresas que ocorreu nos setores de bancos, supermercados e farmácias está acontecendo no setor de shoppings centers, que está cada vez mais profissional, o que leva também à expansão das franquias", afirma Marcelo Cherto, presidente do grupo Cherto.
"Não há dúvida, são mercados que crescem de forma simultânea", afirma André Vidmar, diretor executivo da 5A Consultoria. A dependência maior ou menor entre os dois setores, segundo ele, varia com o ramo de negócio. "No caso de fast-food, por exemplo, as lojas são muito mais dependentes dos shoppings do que no caso de agências de viagem ou de locadoras de veículos", diz Vidmar. Marcus Rizzo, especialista em franchising, afirma que os shoppings, por sua vez, já são mais dependentes de lojas âncoras. Ele cita McDonald's, Arezzo, Outback e Le lis Blanc, capazes de atrair consumidores e até lojistas independentes, aqueles que administram lojas locais, regionais, que são mais conhecidas em determinadas regiões.
O fato é que os dois setores estão vivendo um dos melhores momentos no país e desejam crescer um com o apoio do outro, segundo especialistas. A Ancar Ivanhoe, empreendedora e gestora de shoppings, que administra 16 empreendimentos no Brasil, informa que as franquias são cada vez mais representativas em seus negócios e opção para quem quer abrir uma loja.
"As franquias, como já possuem marcas consolidadas, acabam sendo também as mais preferidas pelos lojistas, até porque os riscos do negócio são menores", afirma Felipe Furtado, diretor comercial da Ancar Ivanhoe. De cada nove lojas que fecham em shoppings, uma é franquia, segundo Rizzo.
As empresas de shoppings, por sua vez, definem cada vez mais as marcas que querem ter em seus novos empreendimentos. "Um shopping é planejado hoje em cima de marcas. É por isso que há interesse nas franquias e vice-versa. Cada vez mais os shoppings querem negociar com as redes de franquia, e não de forma isolada. E as perspectivas são as melhores possíveis, já que o varejo brasileiro é um dos que mais crescem no mundo", afirma Cherto.
Existem hoje cerca de 2.000 marcas franqueadas no país e a expectativa para 2012 é de crescimento de 8% sobre esse número. O faturamento dessas franquias deve atingir R$ 86 bilhões neste ano. A previsão é chegar a R$ 100 bilhões no ano que vem, segundo levantamento da ABF.
"A entrada de milhões de brasileiros para o mercado de consumo estimulou as empresas de shoppings e as franquias, que estão também cada vez mais profissionalizadas", afirma Jaimes Almeida Junior, C&O da Westfield Almeida Junior, com cinco shoppings em Santa Catarina.
A associação do grupo australiano Westfield com a brasileira Almeida Junior, em agosto último, vai levar a empresa a crescer também fora de Santa Catarina. Dois projetos estão em desenvolvimento em São Paulo, um na Grande Porto Alegre (RS) e outro no Nordeste do Brasil. Almeida Junior diz que as franquias são tão importantes para esses novos projetos que a empresa está criando uma área exclusiva para atendê-las.