segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Americanos Madrugam, Brigam E Lotam Lojas Por Ofertas Na "Black Friday"

SHOPPING CENTER
Exame
25 de Novembro, 2011


Consumidores fazem fila para comprar durante Black Friday
Em três shoppings dos estados de Iowa, Carolina do Sul e Nova York, houve assaltos à mão armada a clientes e até tiroteios, que deixaram um ferido
Nova York - A temporada de compras natalinas começou nesta sexta-feira nos Estados Unidos mais cedo do que o habitual - com muitas lojas abrindo as portas de madrugada - e com alguns incidentes violentos de consumidores dispostos a tudo para conseguir a melhor oferta nesta "Black Friday" (sexta-feira negra).
Testemunhas descreveram a frenética cena, que aconteceu em um supermercado, como uma "batalha campal" na qual clientes derrubaram televisores e videogames, pisotearam cartazes de descontos e se empurraram uns aos outros para conseguir os produtos com os menores preços.Na Califórnia, uma compradora mais exaltada recorreu a um tubo de gás de pimenta para afastar potenciais rivais dos produtos eletrônicos que pretendia comprar, e acabou deixando 20 pessoas feridas, incluindo algumas crianças, que tiveram que receber tratamento médico por lesões nos olhos e nas vias respiratórias.
Em três shoppings dos estados de Iowa, Carolina do Sul e Nova York, houve assaltos à mão armada a clientes e até tiroteios, que deixaram um ferido. Várias pessoas foram detidas e algumas lojas tiveram que fechar.
Apesar esses incidentes, a "Black Friday" - que tem este nome porque se trata do dia em que os comerciantes costumam voltar a escrever com caneta preta em seus livros de contabilidade, o que representa lucro - ocorre de maneira geral de forma tranquila.
As vendas deste dia são consideradas um indicador do comportamento do comércio no restante do ano, e permite aos empresários calibrar seus lucros.
A Federação Nacional de Venda no Varejo (NRF, na sigla em inglês) estima que mais de 152 milhões de americanos farão compras nesta sexta - bem acima das 138 milhões de pessoas que o fizeram no ano passado -, apesar da delicada situação financeira e do alto desemprego nos EUA.

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