terça-feira, 29 de novembro de 2011

Previsão É De Um Natal 14% Mais Gordo

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
29 de Novembro, 2011

Divulgação/DivulgaçãoEduardo Gribel, da Tenco Shopping Centers: celulares, tablets, roupas e sapatos entre os itens mais procurados
O Papai Noel brasileiro não se assusta com a crise internacional. Principal data para o comércio, o Natal nos shoppings do país deve ter um aumento de 14% nas vendas no mês de dezembro em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). "O varejo está superaquecido ante a massa salarial", constata Adriana Colloca, superintendente de operações da Abrasce, que explica a previsão otimista, apenas um ponto percentual menor que a de 2010, também pelo crescente número de shoppings e ampliação dos já existentes. "O consumidor continua confiante, apesar da crise internacional". O diretor presidente da Tenco Shopping Centers, Eduardo Gribel, é categórico. "Nenhum shopping center do Brasil tem essa preocupação."
A Tenco Shopping Centers, que administra dois shoppings em Belo Horizonte (MG) e um em Juazeiro do Norte (CE), é um exemplo da ampliação citada por Colloca. Com a inauguração dos dois empreendimentos mineiros e a revitalização no Ceará, atraindo novas lojas âncoras com expansão, as expectativas de vendas são muito positivas. "Só para o Natal devemos ter um aumento de 15% mas, em todo o ano, chegaremos a 20%", prevê Eduardo Gribel, que anuncia seis novos empreendimentos para 2012 em regiões do interior com cerca de 250 mil habitantes.
A expectativa da Abrasce é de um crescimento nos negócios de 12% no ano, o que representa uma redução de cinco pontos percentuais em relação aos 17% de 2010, quando o setor teve um faturamento de R$ 87 bilhões.
"Neste ano os fatores econômicos são menos promissores, mesmo assim nosso crescimento de vendas no Natal deverá ser em torno de 17%", garante Dylcio Porto, diretor superintendente da Terral Shopping Centers, que empreende e administra seis shoppings - três em Goiás, dois nas proximidades de Brasília e um no interior de São Paulo, com outras duas inaugurações previstas para 2012. "Devemos fechar 2011 com um desempenho 18% maior que no ano anterior".
Com foco no consumidor das classes sociais B e C desde sua fundação, há 15 anos, Porto explica o desempenho da Terral. "O Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, com uma taxa de urbanização de 80%, tem cultura de consumo e a classe C cresceu 50% nos últimos anos." Para ele, o segmento de shoppings vive um momento especial, com expansão constante nos últimos 10 anos. "É um mercado superaquecido, o que explica nossas vendas."
Com quatro shoppings - dois no Paraná, um em Santa Catarina e um no Rio de Janeiro, o Grupo Soifer administra o Shopping São José, na Grande Curitiba, e pretende fazer o mesmo com o Pátio Batel, a ser inaugurado em 2012. "Vemos com otimismo esse Natal. A expectativa em nossos empreendimentos é um crescimento médio de 15% nas vendas em relação ao Natal de 2011", diz Salomão Soifer, presidente do grupo. "Ainda é prematuro adiantar um número para o fechamento do ano, embora certamente vamos registrar evolução significativa em relação a 2010, mesmo com a instabilidade gerada pelas crises externas."
O Jereissati Centros Comerciais (JCC), que administra o Shopping Iguatemi de Fortaleza e inaugura dois novos empreendimentos em 2012, também está otimista com o período natalino. "A expectativa é de um aumento de 20% acima das vendas de 2010", diz Ilia Freitas Alencar, presidente do JCC. "Nosso desempenho no ano deverá ser 15% maior que no anterior". Para atrair os consumidores, em dezembro acontecem sorteios de carros e, nas compras superiores a R$ 450,00, o consumidor ganha um kit Natura Ekos de brinde.
A previsão de Dylcio Porto, da Terral, é que os tablets terão um posicionamento forte entre os produtos mais cobiçados pelos consumidores. "Não vai ser o principal produto entre os históricos brinquedos, eletrônicos e vestuário, mas terá um crescimento em relação ao ano passado", diz. Esta, aliás, é a previsão do levantamento da Abrasce, que cita entre os líderes da lista da compras natalinas tablets, ipods e iphones. "São produtos que demandam crédito e estarão entre os mais vendidos", prevê Adriana Colloca.
Eduardo Gribel, da Tenco acredita que "as novas tecnologias de celulares e tablets tendem a se manter entre os mais procurados, mas nesse ano devem perder algum espaço em relação ao ano anterior para os ramos mais tradicionais, como vestuário e calçados". Os shoppings da Tenco também realizam sorteios de carros, tablets e pacotes turísticos. A empresa cita pesquisa indicando que os consumidores devem gastar, em média, entre R$ 85 e R$ 125 para comprar seus presentes de Natal.
Com o aumento das vendas nos shoppings, o Natal também promete ser muito bom para quem procura trabalho. A estimativa da Abrasce é a abertura de 224 mil vagas temporárias de emprego no setor de shopping, 28% a mais do que no ano passado. Os novos postos de trabalho visam atender ao aumento do fluxo de pessoas nos shoppings no período natalino - 13% sobre a média mensal de 329 milhões, segundo a Abrasce - e dos horários estendidos das lojas ao longo do dia e nos finais de semana. A estimativa é de que 10% do total das vagas resultem em contratação efetiva após as festas natalinas. Os trabalhos incluem atividades de estoquistas, vendedores e equipe interna dos shoppings.
Na Tenco as contratações de final de ano são ainda maiores que a média do setor. Desde o início de novembro, a companhia promove um aumento de 60% no quadro de funcionários das lojas e 10% na administração de seus empreendimentos devido ao movimento de fim de ano, mas também a entrada de novas operações informa Eduardo Gribel. "Entre os segmentos que mais deverão empregar estão as lojas consideradas âncoras, seguidas de supermercado, vestuário, calçados, eletrodomésticos e perfumaria", diz.

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