Valor Econômico
29 de Novembro, 2011
Arquitetura diferenciada, espaços mais arejados, paisagismo, acabamento refinado, serviços para agradar o cliente. A fórmula do shopping de alto padrão está chegando a vários Estados brasileiros. O interesse das marcas de luxo em expandir além do eixo Rio - São Paulo - Brasília está estimulando empreendedores a conceber espaços comerciais voltados ao público consumidor das classes mais abastadas.
Curitiba entrou nesta rota com o projeto do Pátio Batel, previsto para ser inaugurado em setembro de 2012, após investimentos de R$ 280 milhões. A cargo do grupo Soifer, que tem outros quatro shoppings em funcionamento, o empreendimento está localizado no bairro Batel, um dos mais valorizados da cidade "Com a melhora da renda per capita no país está havendo uma despolarização gradativa dos centros de consumo. O shopping surge em um momento que Curitiba passa por uma ascensão no cenário nacional", afirma Sonia Marques, gerente de marketing.
Os projetistas foram buscar na identidade da cidade o DNA do shopping. Portanto, o principal diferencial é a arquitetura sustentável, assinada pelo arquiteto Antonio Paulo Cordeiro. "O edifício é vertical. As áreas são abertas, aproveitando a luz natural", diz Sonia. Com espaço para 200 negócios, 60% da área do shopping já foram locadas.
Belém também terá seu exemplar de alto padrão. O shopping Bosque Grão-Pará, iniciativa do grupo Jereissati, será adjacente à Cidade Cristal, um condomínio comercial e residencial de luxo. Com investimento de R$ 170 milhões, terá 225 lojas e seis salas de cinema 3D, além de restaurantes. "Podemos considerar que é um shopping de luxo para os padrões do consumidor local. Haverá muitas marcas regionais estreando em Belém", diz Washington Macário, gerente de planejamento.
O projeto está a cargo dos escritórios Laguardalow, de Dallas; e Paulo Chaves, de Belém. Em parceria, os profissionais vão criar também um edifício sustentável capaz de pleitear o certificado LEED, concedido a "edifícios verdes".
A descentralização dos shoppings reduz o deslocamento dos consumidores para centros tradicionais, principalmente em São Paulo. A migração de clientes de Alphaville para a capital diminuiu bastante com a inauguração do Alphaville Iguatemi, há menos de um ano. "Estamos atendendo as necessidades da comunidade da região, que muitas vezes tinha que se deslocar atrás de marcas consolidadas, opções gastronômicas e de lazer", diz Carolina Romanini, gerente de marketing do Iguatemi Alphaville. "Aqui oferecemos grifes nacionais e internacionais, food garden integrado a praça de alimentação, assinado pelo arquiteto Arthur Casas, cafés charmosos, docerias e nove salas de cinema."
Há novidades programadas também para São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2012 o consumidor carioca vai poder fazer suas compras no Village Mall, instalado na Barra da Tijuca e administrado pela Multiplan, que programa investir R$ 426,6 milhões. Em São Paulo, a expectativa é com a abertura do JK Iguatemi para março de 2012, na Vila Olímpia. O grupo Iguatemi, em parceria com a W Torre, investe R$ 243 milhões para fazer frente ao luxuoso Cidade Jardim. A JHSF também planeja entrar neste segmento de mercado com o Cidade Jardim Shops, um centro compacto com 60 lojas que será instalado em 2013 no local onde funcionava o antigo restaurante Fasano, na região dos Jardins. Segundo Robert Harley, diretor da JHSF, o formato compacto é ideal para levar a outras praças. "O formato atende regiões adensadas e importantes onde não se encontram terrenos apropriados para o modelo tradicional de shopping e, também para praças em que o mercado de alta renda não é grande", afirma.
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