segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Fifa Quer "Elevar Nível De Clientes" Na Copa De 2014, Diz Executivo

HOTELARIA
Valor Econômico
22 de Novembro, 2011


Depois da experiência na África do Sul, onde os pacotes para ver os jogos custavam entre US$ 50 e US$ 100 por dia, a Fifa quer usar a Copa no Brasil, em 2014, para elevar o “nível de clientes” que serão atraídos pela competição, disse nesta terça-feira Gilson Novo, diretor do Grupo Águia, do qual faz parte a Match, única empresa brasileira credenciada pela entidade para organizar e vender os pacotes turísticos para o torneio mundial. Aqui, os preços começarão em U$ 500 por dia, segundo ele.
A Match oferece serviço de hospitality, destinado a turistas que virão ao país para ver os jogos. Segundo Novo, hotéis, traslados, camarotes e passagens aéreas já estão sendo analisados. “A Copa já está vendida e a procura está sendo imensa. A Fifa disse para nós: queremos o melhor nível de clientes no Brasil”, afirmou durante seminário sobre o tema na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).
Como sua empresa tem parceria com a Fifa desde a Copa de 1970, levando grupo de torcedores, Gilson Novo acredita que o torneio é uma oportunidade de o país melhorar a excelência nos serviços para os turistas. A estimativa de órgãos governamentais é de que 600 mil estrangeiros venham ao Brasil para o torneio. A maior parte deles, segundo o executivo, virá em viagens bancadas por empresas. “O grupo de hospitality não entra no portão geral, entra em um portão separado, com cadeira com nome, tudo certinho. O cara pode comprar pacote com whisky, o que ele quiser.”
Um dos maiores entraves até o momento, segundo Novo, é o transporte aéreo.  O número de voos disponíveis e os itinerários que os torcedores terão que fazer para acompanhar suas seleções podem prejudicar a qualidade do serviço, caso a infraestrutura não melhore. “Não precisamos de 2014 para pensar em crise no tráfego aéreo, nós vemos isso agora. A nossa grande preocupação é a logística”, afirmou.
Além de o governo fazer sua parte, os empresários de serviços precisam aproveitar as oportunidades para crescer e melhorar seus negócios, na opinião de Jeanine Pires, presidente do conselho de turismo e negócios da Fecomercio-SP. “Fizemos uma pesquisa que mostra que 93% dos turistas que visitam o país pensam em voltar. Temos que somar profissionalismo à nossa hospitalidade e alegria”, disse.
Até a Copa, estão previstos 117 eventos no país, de todos os portes, ligados ao tema. Com isso, aumentará a demanda por serviços de bufê, transporte, shows, brindes e segurança, entre outros, segundo Gilson Novo. “O nosso legado maior é fazer com que o turista que venha para a Copa volte novamente pela excelência de nosso serviço. Para isso temos que fazer tudo adequadamente”, afirmou.

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