quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Ipiranga e Raízen disputam segundo lugar

COMBUSTÍVEIS
Valor Econômico
26 de Dezembro, 2011


Conforme Luiz Henrique Guimarães, vice-presidente comercial da Raízen, a companhia quer avançar em galonagem .
A briga pela vice-liderança em distribuição de combustíveis no Brasil vai acirrar a disputa entre Ipiranga, do grupo Ultra, e Raízen, joint venture entre a Shell e Cosan. As duas companhias estão fazendo investimentos pesados em 2012 para ganhar mais espaço nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, consideradas com maior potencial de expansão no país.
Dominado pela BR Distribuidora, da Petrobras, com participação nacional de 39%, o mercado de distribuição de combustíveis no Brasil deverá fechar 2011 com 110,3 bilhões de litros comercializados, crescimento de 2,8% sobre 2010, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom).
O crescimento desse mercado para o consumo de gasolina e etanol tem forte respaldo no aumento de renda da população, sobretudo da classe C, e na entrada de cerca de 3,5 milhões de veículos novos por ano. As obras de infraestrutura estimulam também a demanda por diesel.
Com investimentos estimados em R$ 775 milhões para 2012, o grupo Ultra, dono da marca Ipiranga, vai focar seus planos de expansão nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, uma vez que o crescimento na região Centro-Sul do país já está consolidado, afirmou Pedro Wongtschowski, presidente da companhia. O grupo tem uma participação nacional de cerca de 21% - enquanto nessas regiões está em 12%. "Temos espaço para crescer", afirmou. A expansão será em conversões de postos de bandeira branca e em aquisições de redes regionais, segundo o executivo.
Seguindo essa mesma rota geográfica e estratégica, a Raízen, que desde o dia 1º de junho está com operações integradas, trabalha a marca Shell no Brasil. "Até o fim de 2013 os postos da Esso [da Cosan] serão convertidos para Shell", disse ao Valor Luiz Henrique Guimarães, vice-presidente comercial da Raízen. A união entre Cosan e Shell, anunciada no início de 2010, fortaleceu o negócio de distribuição das duas companhias em um mercado altamente concentrado e de margens apertadas. Na terceira posição, mas quase encostada na sua concorrente, a companhia está mapeando o país para expandir seus tentáculos na busca pela vice-liderança.
A Raízen está investindo em centros de distribuição e estocagem de combustíveis no Centro-Oeste e também analisa oportunidades de aquisições regionais para ganhar mercado. A empresa não abriu seus investimentos para 2012, mas o Valor apurou que será praticamente da mesma ordem de grandeza de seus concorrentes. A meta da empresa é abrir aproximadamente 300 postos novos no ano que vem - o grupo tem cerca de 4.500 unidades.
A companhia também quer dobrar sua participação na distribuição de etanol no Centro-Oeste nos próximos três anos, principalmente no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Atualmente, a participação da Raízen nessa região é de cerca de 9%. O Centro-Oeste é considerado estratégico por conta da expansão da oferta de álcool em razão dos investimentos do grupo em usinas. Com a joint venture, a Shell também passou a ser produtora de etanol e açúcar.
Com liderança consolidada, a BR Distribuidora também promete não ficar parada. A companhia tem orçamento de R$ 1,3 bilhão para crescer no país em 2012.
A disputa pelo segundo lugar passou a ficar mais acirrada em 2010, quando a Cosan e Shell decidiram se associar. Com a joint venture, a Raízen ameaçou a vice-liderança da Ipiranga. A compra de uma rede com participação relevante para se consolidar no segundo lugar tornou-se o objeto de desejo das duas concorrentes, embora o discurso de ambas seja por aquisições que agreguem em galonagem e não em quantidade de postos.
As apostas do mercado eram que uma das duas companhias compraria a AleSat, resultado da união em 2006 entre as redes Ale, controlada pela mineira Asamar, e da potiguar Sat. No entanto, como o fundo de private equity Darby , sócio da companhia, está negociando sua saída da holding AleSat, as conversações emperraram, segundo fontes próximas à companhia.
Tanto Ipiranga como Raízen já conversaram com os controladores da AleSat, mas os negócios não evoluíram, segundo apurou o Valor. "Os postos da rede não têm grande galonagem", afirmou uma fonte. O grupo Bunge também foi apontado, recentemente, como um dos possíveis interessados nos ativos da distribuidora. Procurados, Bunge e a AleSat negam negociações.
Marcelo Alecrim, presidente do grupo, afirmou que a empresa investirá R$ 135 milhões em 2012 para abrir cerca de 200 postos. Sobre o fundo americano Darby, Alecrim disse que é o caminho natural a saída de um fundo de private equity do negócio, quando o projeto atinge seu amadurecimento. Segundo o empresário, o grupo não está à venda e não descarta abertura de capital para promover sua expansão. "Já estamos no Nordeste, queremos avançar para o Centro-Sul."

Limite da alíquota da Cide-Combustível sobe para R$ 602

COMBUSTÍVEIS
Valor Econômico
26 de Dezembro, 2011


BRASÍLIA - O governo ampliou de R$ 37,20 para R$ 602 o limite máximo da alíquota específica para a Cide-Combustível que incide sobre o metro cúbico do álcool anidro e hidratado.
Com a medida, que entra em vigor a partir de 1º de abril de 2012, o governo aumenta sua margem de tributação sobre o mercado de álcool, incluindo estoques.
Os técnicos da Receita Federal informaram que a alíquota atual está zerada e que a definição de um valor específico, até o limite de R$ 602 por metro cúbico, terá que ser definida por meio de decreto.
A elevação do limite da alíquota específica da Cide-Combustível é uma medida de política econômica que visa criar margem para o governo manobrar a tributação sobre o álcool etílico. Com essa mudança o governo pode, por exemplo, criar regimes tributários específicos para o álcool anidro (adicionado à gasolina) e álcool hidratado (bomba), conforme a sazonalidade da produção e oferta dos insumos.

Governo aumenta alíquota da Cide sobre o álcool

COMBUSTÍVEIS
Valor Econômico
27 de Dezembro, 2011

Em medida destinada a ampliar a margem de manobra do governo na regulagem do mercado de álcool, o Ministério da Fazenda elevou de R$ 37,20 para R$ 602 o limite da alíquota específica da Cide-Combustível cobrada pelo metro cúbico de álcool etílico. O novo teto para a cobrança da Cide abrange a venda de álcool anidro, adicionado à gasolina, e do álcool hidratado, vendido nos postos de gasolina, e estará em vigor em abril.
A mudança, prevista na Medida Provisória 556 publicada na edição de ontem do "Diário Oficial da União", representa uma elevação do valor máximo que o governo poderá cobrar pelo metro cúbico do álcool combustível. O valor efetivo a ser cobrado, considerando o máximo de R$ 602, terá de ser definido por meio de decreto. Atualmente, a Cide-Combustível do álcool está zerada.
Ao explicar a alteração, o subsecretário substituto de Tributação, Fernando Mombelli, disse que a elevação da alíquota específica representa uma medida de política econômica destinada a ampliar a margem de manobra do governo na definição de uma política para produção, estocagem e oferta desse combustível. Com um espaço maior para definir as alíquotas, o governo poderá, também, delinear medidas específicas para os mercados de álcool anidro e de álcool hidratado. "Essa medida representa uma abertura para possibilitar que a política econômica administre melhor o mercado do álcool destinado a combustível", disse Mombelli.
Também na MP 556 o governo define benefícios tributários para a construção civil. Sobe de R$ 75 mil para R$ 85 mil o valor comercial de residências do Minha Casa, Minha Vida no qual as construtoras poderão substituir o recolhimento do IRPJ, CSLL, PIS e Cofins por um pagamento unificado de tributos federais equivalente a 1% sobre a receita. Esse benefício visa compensar as construtoras pelo aumento de custos decorrentes da valorização dos terrenos nas regiões metropolitanas.
Em outra medida de benefício tributário, o governo federal prorrogou para o fim de 2015 a vigência do regime tributário especial denominado Reporto. Por esse regime, permanecerão suspensas a cobrança de IPI, PIS, Cofins e Imposto de Importação de produtos, insumos e máquinas usados na ampliação e melhoria dos portos.
O governo definiu ainda em quais condições as empresas exportadoras terão acesso ao benefício tributário de devolução de 3% da receita exportada, conforme especificado no regime tributário do Reintegra. De acordo com a Receita Federal, se a empresa exportadora não efetivar a venda no exterior no prazo de 180 dias a contar do prazo previsto para o embarque, a empresa não terá acesso ao benefício. E as que tiverem acesso ao recurso em tempo inferior e não comprovarem a exportação terão que devolver os recursos.
Ainda na MP 556, o governo especificou que a contribuição previdenciária de 11% recolhida pelos servidores públicos federais não incidirá sobre adicional de férias, adicional noturno e adicional por serviços extraordinários. A MP estabelece também que a cobrança dos 11% não incide sobre valores pagos a servidores por ocupação de cargos em conselhos ou órgãos deliberativos, na condição de representantes do governo.

Etanol brasileiro pode ter acesso livre a mercado dos EUA

COMBUSTÍVEIS
Valor Econômico
26 de Dezembro, 2011

O fato de o Congresso dos Estados Unidos não ter renovado os subsídios ao etanol de milho e a tarifa sobre a importação do biocombustível antes do recesso parlamentar, permitindo que expirem no fim do ano, não impede que os parlamentares retomem o tema em 2012. Contudo, a aprovação de novas medidas protecionistas parece improvável em um ambiente político hostil ao aumento de gastos públicos.
Tanto o subsídio quanto a tarifa de importação expiram no dia 31 de dezembro e, de acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), abrem caminho para o livre acesso do álcool brasileiro ao mercado americano.
Em junho deste ano, o Senado americano aprovou uma emenda que derrubava o pagamento de US$ 0,45 por galão aos produtores de etanol e também a tarifa de importação de US$ 0,54 por galão do produto. Para entrar em vigor, o dispositivo precisava ser aprovado pela Câmara, o que não ocorreu.
Mas, com o encerramento das atividades no Congresso americano para 2011 na sexta-feira, fica valendo a legislação atual dos EUA, que prevê o fim dos benefícios no dia 31 de dezembro.
Desde o início dos anos 80, quando os subsídios e a tarifa começaram a vigorar, os congressistas americanos renovaram ambos todos os anos, mas a Unica acredita que não voltarão a fazê-lo agora, pois não existe ambiente político para sustentar um apoio de US$ 6 bilhões ao segmento de etanol nos EUA num momento em que o país busca cortar gastos por causa da crise econômica. Para Marcos Jank, presidente da Unica, a renovação da tarifa não é impossível, mas ficou bastante difícil.
De acordo com a entidade, ainda que tenha havido, nas últimas semanas de atividade do Legislativo americano, articulações por uma extensão dos subsídios e da tarifa, "prevaleceu a coalizão formada por inúmeras empresas e entidades contrárias a esses incentivos, da qual participa a Unica".
Os efeitos positivos da queda tarifa do etanol, porém, não serão vistos no curto prazo, já que no momento o Brasil enfrenta dificuldades até para suprir a demanda interna de etanol. A oferta apertada fez os preços do etanol hidratado subirem 11,60% este ano e os do anidro, 9,86%, segundo o Cepea/Esalq.
Jank avalia que uma queda da tarifa de importação para o etanol beneficiará as exportações brasileiras do produto "ao longo da década". Hoje o Brasil exporta 1,5 bilhão de litros de etanol, sendo 60% para o mercado americano, segundo a Unica.
Segundo o dirigente, o Brasil tem potencial para exportar 15 bilhões de litros em 2022, quando, conforme prevê mandato em vigor no EUA, 57% do etanol consumido no mercado americano (cerca de 136 bilhões de litros) deve ser do tipo avançado. O produto brasileiro, feito à base de cana, foi reconhecido como avançado pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA porque emite menos gases causadores do efeito estufa.

Mais um ano de oferta de etanol apertada no país

COMBUSTÍVEIS
Valor Econômico
28 de Dezembro, 2011

"O desafio de 2012 será obter a desoneração tributária do etanol", diz Jank
Após um ano de forte quebra na safra de cana-de-açúcar, oferta de etanol apertada e interferências relevantes do governo no mercado, o segmento sucroalcooleiro tem poucas perspectivas de mudança em 2012 por conta da estagnação de seu ritmo de crescimento. Apenas uma ou duas usinas novas deverão entrar em operação - na temporada 2008/09, auge da febre do etanol no país, foram 30 -, e a esperança é que as margens aumentem para que a expansão dos canaviais volte a ganhar impulso nos anos seguintes.
O etanol segue no epicentro dessa inércia, que começou com a crise mundial emergida em 2008. Intensivas em capital e com custos de produção elevados, as usinas ostentaram, nesta safra 2011/12, preços de etanol hidratado 33% mais elevados do que entre maio e dezembro de 2010, segundo o Cepea/Esalq, mas insuficientes para estimular novos investimentos.
"Esses preços remuneram quem já está no setor, mas não novos projetos", afirma Pedro Mizutani, vice-presidente da Raízen (Cosan / Shell), maior empresa produtora de açúcar e etanol do Brasil.
Apesar da oferta menor que a demanda potencial, os preços do hidratado esbarram, na alta, na relação de competitividade com a gasolina. Economicamente, o biocombustível é competitivo até seu valor chegar a cerca de 70% do que custa a gasolina - cujos preços têm sido mantidos estáveis pelo governo. Não há perspectiva de que esse cenário mude em 2012.
No caso do anidro, o governo arbitra oferta e demanda por meio da mudança na mistura do produto na gasolina, reduzida em outubro de 25% para 20% para evitar desabastecimento. "Ainda não temos nenhuma sinalização do governo sobre quando a mistura retornará para 25%", afirma Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).
Assim, tanto os bancos que financiam o segmento como as indústrias que fabricam equipamentos para novas usinas continuam a registrar baixa demanda por novos projetos, situação que já perdura há cerca de dois anos.
A própria Raízen revisou seus planos de crescimento. A companhia previa atingir em 2020 capacidade para moer 100 milhões de toneladas de cana, ante as 65 milhões de toneladas atuais. Agora, reduziu a meta para 80 milhões, e a maior parte do volume adicional virá de reformas de usinas existentes.
O fato é que, neste momento, sobra usina e falta cana. A escassez de investimentos nos últimos anos fez aprofundar a diferença entre a capacidade industrial e o volume de matéria-prima disponível. Na atual safra, foram processadas 490 milhões de toneladas de cana no Centro-Sul, quando a capacidade instalada é para moer de 630 milhões a 650 milhões de toneladas.
As previsões mais otimistas para a moagem do ano que vem (safra 2012/13) indicam aumento de 8% a 10%, para cerca de 540 milhões de toneladas de cana.
A quebra de safra deste ano não foi compensada pelos preços altos do etanol e nem pelas cotações recordes de açúcar, que superaram os 30 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York. Por isso, o faturamento e as margens foram menores do que as esperadas pelas usinas, que entrarão em 2012 sem redução de endividamento.
Segundo levantamento do Itaú BBA, a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) média do setor deve recuar de 30% para 29% nesta safra 2011/12. Na visão do banco, as empresas geraram caixa, mas o foco está no pagamento de juros das dívidas e investimentos para recuperar os canaviais.
O cenário de preços para este ano, sobretudo para açúcar, mostra-se claramente mais baixista, diz Mizutani, com a perspectiva de maior produção da commodity na Índia, Tailândia, Rússia e União Europeia. A consultoria europeia Czarnikow previu neste mês que o superávit global em 2012 será de 6,1 milhões de toneladas de açúcar. "Por isso, acredito que os preços ficarão entre 20 centavos e 24 centavos de dólar a libra-peso em Nova York", aposta o executivo da Raízen.
Já para os preços do etanol hidratado, Mizutani prevê cotações firmes, puxadas pela demanda crescente alimentada pelo aumento da frota-flex. Ele acredita que o consumo interno de hidratado vai crescer entre 2 bilhões e 3 bilhões de litros no ano que vem.
retração em uma década - e que neste ciclo poderá avançar, mas sem se recuperar plenamente -, a condição de abastecimento de etanol, se bem monitorada, não deve trazer mazelas a partir de 2013, conforme o presidente da Unica.
Ainda que para 2012 esteja tarde, Marcos Jank acredita nos efeitos positivos de algumas medidas recentes anunciadas pelo governo para dirimir o problema no futuro: o financiamento da estocagem de etanol e a obrigatoriedade de as distribuidoras contratarem antecipadamente o anidro que vai ser misturado à gasolina. "Esses instrumentos darão mais segurança ao abastecimento", acredita Jank.
Ele criticou, no entanto, a medida anunciada ontem pelo governo, que torna possível o aumento da incidência da Cide no etanol. "Foi criada para evitar oscilação de preço ao consumidor final no pico de safra, mas vai é aumentar a carga tributária do biocombustível", afirma o presidente da Unica.
Essa medida vem justamente em um momento em que o que o segmento mais demanda, segundo Jank, é desoneração tributária do etanol. Segundo levantamento da Unica, os tributos representam atualmente 35% do valor da gasolina e 31% do preço do etanol hidratado. "Essa participação é quase igual, pois o etanol tem rendimento energético 30% menor do que o da gasolina", diz Jank.
Ele diz que um dos desafios de 2012 será criar uma interlocução mais direta com a cúpula do governo para discutir a desoneração tributária do etanol. "Tem que haver desoneração do PIS/Cofins para o etanol e não somente da cana, como ouvimos dizer que haverá".

Vendas em shopping centers crescem 12% em 2011, diz Alshop

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
26 de Dezembro, 2011

SÃO PAULO - As vendas do setor de shopping centers no Brasil devem encerrar o ano somando R$ 104,1 bilhões. O valor representa um crescimento de 12% em relação a 2010, quando este mercado registrou vendas de R$ 93 bilhões. Apesar disso, a taxa de expansão deste ano é inferior à do ano passado, quando o setor cresceu 16,3%.
Os dados são da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), que realiza na manhã de hoje, em São Paulo, coletiva de imprensa para anunciar os resultados de 2011 e expectativas do setor no próximo ano.
A desaceleração das vendas, por influência do cenário externo, foi sentida neste Natal: a expectativa da Alshop era de um crescimento de 6,5% nas vendas de fim de ano. Mas o resultado foi um aumento de 5,5%.
"Esse cenário já havia sido observado em outubro e nas primeiras semanas de novembro, quando notícias negativas vindas do exterior fizeram o consumidor dar uma freada nas compras", afirma Nabil Sahyoun, presidente da Alshop.
Apesar do crescimento em 2011 inferior ao de 2010, o setor de shopping centers apresentou um desempenho melhor que o do varejo como um todo, segundo a Alshop. O varejo brasileiro deve encerrar o ano com faturamento de R$ 705 bilhões, o que representa um crescimento de 10,5% sobre 2010, de acordo com a pesquisa da entidade, feita em parceria com o Ibope Inteligência.

Shoppings esperam manter taxa de crescimento em 2012, aponta Alshop

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
26 de Dezembro, 2011


SÃO PAULO - As vendas nos shopping centers devem crescer entre 10% e 12% no próximo ano, segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). O índice é semelhante ao crescimento nas vendas deste ano, que cresceram 12% para R$ 104,1 bilhões.
"A política do governo em relação às taxas de juros, que estão entre as mais altas do mundo, pode dizer qual deve ser o nosso índice de crescimento em 2012", diz Nabil Sahyoun, presidente da Alshop.
Sahyoun ressalta que, tradicionalmente, o primeiro trimestre é mais fraco para o comércio, por contas dos diversos compromissos das famílias, como compra de material escolar, pagamento de impostos como IPTU e IPVA, entre outros.
Para o presidente da Alshop, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializado (IPI) na linha branca, anunciada no início deste mês, "chegou muito tarde". "O governo precisa entrar com outros incentivos no próximo ano", diz ele, em relação ao apoio às vendas do varejo.