Valor Econômico
16 de Dezembro, 2011
Com as licenças ambientais aprovadas e benefícios do Estado de Santa Catarina garantidos em protocolo assinado ontem com o governador Raimundo Colombo (PSD), o grupo espanhol Atlântica Brasil Golf &Resort busca agora um parceiro brasileiro para construir um complexo turístico de R$ 1 bilhão em Governador Celso Ramos, no litoral catarinense.
Segundo José Maria González Prieto, consultor e sócio do projeto, o capital da empresa é hoje totalmente espanhol, mas já há negociações encaminhadas com investidores brasileiros interessados em aportar dinheiro no projeto.
A Quinta dos Ganchos, como foi batizado o projeto, foi lançado em 2006. O processo de licenciamento ambiental, realizado pela Fundação Estadual de Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) e pelo Ibama, demandou pequenas alterações. Segundo González Prieto, a principal mudança foi a redução do número de atracações previstas no porto que será construído na praia - o projeto inicial previa 1.000 e foi reduzido para 680.
As licenças foram obtidas em março de 2010. Desde então, o projeto passou por uma "tropicalização", como define González Prieto. Concebido por escritórios de arquitetura espanhóis, a Quinta dos Ganchos valorizava as atividades de hipismo e golfe em detrimento do lazer náutico. Segundo o empresário, foram contratadas duas pesquisas de mercado e constatou-se que a marina deveria ganhar mais destaque.
O projeto prevê a construção de 2,4 mil residências na primeira fase. O condomínio agrega funções de resort, com marina e porto para embarcações de lazer, campo de golfe, área de hipismo e equipamentos como um hospital voltado para "pessoas saudáveis", com cirurgia estética e outros procedimentos voltados para a beleza.
Há ainda a previsão de uma escola bilíngüe, quadras de tênis, um centro de eventos voltado para negócios e uma arena multiuso. A área mais próxima à rodovia BR-101 terá shopping center, hotel e hipermercado.
O público-alvo são pessoas com renda mensal acima de 60 salários mínimos - considerada de alta renda.
A área prevista para o empreendimento é de 12 milhões de metros quadrados. A segunda fase prevê a construção de 2,4 mil residências. A primeira fase é prevista para durar entre dois a três anos.
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