Valor Econômico
14 de Dezembro, 2011
DUBAI - Um belo chafariz de cinco andares, com água jorrando para todos os lados, é parte da suntuosa frente do hotel Atlantis The Palm. Mas quase ninguém dá bola para o “monumento”. Isso porque a mesma fachada é adornada por coqueiros, luzes, escadarias e cinco blocos de apartamentos de mais de 20 andares com um grande vazado ao meio. A imagem imponente da entrada do maior hotel do emirado árabe também reflete o que é a cidade de Dubai: uma conjunção de tudo o que há de mais luxuoso no planeta.
Não se preocupe em ter foco. Diante de um skyline que contempla o prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa (com 828 metros, equivalente a 160 andares); o maior shopping, o Dubai Mall; um dos hotéis mais luxuosos do planeta, o Burj al Arab; uma praia artificial; uma ilha em forma de palmeira; e uma ponte toda iluminada, é impossível olhar para um lado só. E, apesar dos excessos, tudo merece ser visto com calma.
O luxo em Dubai está nos detalhes e também na junção deles. A cidade, que foi construída para atender ao turista, é o destino de quem não quer perder tempo. “Recebemos as pessoas que procuram o melhor serviço para qualquer coisa que queiram fazer”, diz Serge Zaalof, diretor de operações do hotel Atlantis. “E nós buscamos oferecer tudo a elas.” Em uma área de 460 mil metros quadrados, o Atlantis, que fica localizado na ilha artificial de Palm Jumeirah, tem nada menos que 1.539 quartos, cinco restaurantes, um parque aquático, mais de 30 lojas de luxo (como Tiffany e Lacoste) e um spa, além de uma piscina e de uma praia privativa que circunda o hotel.
O valor das diárias começa em cerca de US$ 400 (R$ 723 no fim de novembro) e pode chegar a nada menos que US$ 4 mil (R$ 7,2 mil) na Bridge Suíte, na cobertura do hotel, com elevador privativo, três suítes e vista para todas as ilhas que formam a palmeira Palm Jumeirah.
Mas as mais procuradas são as inusitadas suítes Lost Chambers, três quartos localizados dentro do aquário de mesmo nome. Através das paredes de vidro, é possível ver peixes e arraias, criando a ilusão de estar dentro do mar. Nelas, as diárias saem por mais de US$ 1,7 mil (R$ 3 mil).
Resorts como o Atlantis são comuns na cidade. Recebem turistas que compram pacotes para aproveitar a semana basicamente dentro do hotel – o que é possível graças ao grande número de atrações e diversidade de serviços. Em uma breve caminhada por um dos grandes corredores de qualquer hotel local é possível ver estrangeiros por todos os lados, mulheres vestindo véus, burcas, calças, saias ou shorts, fazendo do hotel uma espécie de “zona livre”. Não há preocupações com vestimentas, tampouco com os preceitos da cultura muçulmana que predominam no mundo árabe.
O hotel Al Qasr reserva boas surpresas para o turista que procura sombra e água fresca sem se deslocar muito. A cidade fica no meio de um deserto e tem céu aberto o ano todo, com temperaturas que podem chegar a 45ºC no verão. No inverno, os termômetros registram de 22ºC a 30ºC. O luxuoso hotel da rede Jumeirah é muito arborizado e aberto, com arquitetura inspirada no que seria a casa de veraneio de um sheik. Além de piscina e praia privativas, tem seu próprio souk – nome dado aos centros de comércio dos países árabes, mas que aqui se apresenta em uma versão construída para turistas e sem os vendedores insistentes do bairro mais antigo da cidade. É possível ainda passear de barco pelo lago que o une aos outros hotéis de luxo da rede, o Madinat Jumeirah e o Mina A’Salam.
Caso o turista se canse do mar sem ondas e da água transparente das praias que circundam os hotéis, é hora de ir às compras. No quesito luxo, o Dubai Mall deixa pouco a dever à nova-iorquina 5ª Avenida (Dior, Louis Vuitton, Armani, Missoni, Oscar de La Renta), às grandes redes de varejo (H&M, Gap, Desigual, Forever 21, Topshop) e às lojas de departamentos como Bloomingdale’s, Galeries Lafayette e Marks&Spencer. Vale passar por lá durante a noite e esperar até o show das “águas dançantes”. A performance ocorre ao som de música árabe e se repete a cada 30 minutos, das 18h às 22h.
Outra atração noturna é a iluminação do edifício Burj Khalifa. No 124º andar, há um mirante, do qual os turistas podem ver a cidade em uma perspectiva muito reveladora: ao fundo, o deserto, envolvido por uma espécie de nuvem de areia; os quarteirões planejados da cidade; o mar azulzinho; as ilhas artificiais The World (um conjunto de pequenas ilhas que compõem o desenho de um mapa mundi) e Palm Jumeirah; e o tom cinza-azulado predominante, vindo do aglomerado de prédios envidraçados. (Rebeca de Moraes*/Valor Econômico) *A repórter viajou a convite da Emirates Airlines.
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