Valor Econômico
29 de Novembro, 2011
Quanto o Shopping Iguatemi abriu suas portas, no dia 28 de novembro de 1966, ninguém podia prever que o modo de fazer compras no Brasil iria passar por uma transformação tão grande - até então, o comércio de luxo em São Paulo era feito na badalada Rua Augusta, na região dos Jardins. A ideia de comprar em um ambiente fechado era desconhecida - e estranha - para a maioria do público. E demorou a "pegar".
No aniversário de 45 anos, a indústria de shoppings comemora um crescimento excepcional em todos os indicadores - deve fechar o ano com um faturamento de R$ 100 bilhões e 428 empreendimentos em funcionamento até outubro. O futuro é igualmente promissor. Para o próximo ano estão previstas 43 inaugurações, um recorde.
A situação não foi fácil para os pioneiros de cada região e para o primeiro centro de compras do interior e o primeiro segmentado. As maiores dificuldades, claro, foram enfrentadas por empreendedores e lojistas do Iguatemi, que trouxe o novo conceito para o Brasil e deu o pontapé inicial a uma indústria tão próspera.
Tudo foi difícil. As lojas ficavam às moscas durante boa parte do tempo, como relembra Maria Dolores Gonzalez, da Dona Sinhá, de artigos femininos importados, que só sobreviveu graças à clientela cativa conquistada na loja de rua da Cidade Jardim. Hoje, Maria Dolores diz que "tudo o que tenho devo ao Iguatemi. Passei minha juventude e agora passo minha velhice aqui".
Quando o público percebeu as vantagens de ter várias lojas em um só lugar, com estacionamento grátis, segurança e comodidade, tudo começou a mudar. O segundo shopping do país, o Conjunto Nacional, em Brasília, foi inaugurado cinco anos depois com quase todas as lojas comercializadas e um sucesso de público quase imediato. O pioneiro Iguatemi tinha aplainado resistências e mostrado a viabilidade do negócio.
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