Valor Econômico
28 de Outubro, 2011
O aumento de 10% da gasolina e de 2% do óleo diesel na refinaria não é suficiente para zerar a defasagem entre o valor dos preços dos combustíveis no Brasil e no exterior, avalia a LCA Consultores. Em relatório divulgado nesta sexta-feira, a consultoria diz que, com base na média móvel de 30 dias, a diferença no caso da gasolina está em torno de R$ 0,21, valor superior ao aumento definido pela Petrobras, equivalente a aproximadamente R$ 0,105.
No caso do diesel, “o efeito do aumento sobre a defasagem é quase simbólico,”, diz a LCA, observando que “a diferença entre o custo do litro importado e o preço do litro vendido esteja bem maior, em torno de R$ 0,40”, muito superior ao reajuste realizado pela Petrobras, equivalente a R$ 0,023.
O aumento tanto da gasolina quanto do diesel não deve chegar ao bolso do consumidor, diz a LCA. Como o reajuste das cotações foi acompanhado pela redução da alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), o valor cobrado nos postos não deve sofrer alterações. “Ou seja, a mudança na Cide foi calibrada, como em outras ocasiões, para que o preço dos combustíveis nos postos tenha variação zero, apesar da alteração do preço nas refinarias.”
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