Valor Econômico
28 de Outubro, 2011
O Santovino Ristorante, no bairro dos Jardins, em São Paulo, está chamando atenção por outra particularidade além da comida de Soraia Barros. No subsolo, junto à adega, há um corredor com pequenos cofres vermelhos, construídos para guardar vinhos e agradar clientes especiais. Os primeiros quinze já estão alugados e há 40 frequentadores da casa na fila de espera.
O esquema dos cofres começou na loja de charutos, a Davidoff, que funcionou no mesmo endereço durante dezesseis anos e que pertencia a Steve Chen, atual proprietário do restaurante. Daí a percepção dele de que trocar charutos por bebidas poderia dar certo.
"Pensei que alguns clientes, que têm rótulos especiais em casa, gostariam de deixá-los no restaurante para ter mais liberdade e conforto quando vierem aqui", diz ele. Os cofres têm espaço para dez ou quinze garrafas e custam R$ 200. A mensalidade é equivalente a quatro rolhas cobradas pela casa. A diferença é que quem guarda seus vinhos ali pode tomar quantas garrafas quiser por mês, sem nenhum custo adicional, e também comprar rótulos à venda na loja do Santovino pelo mesmo preço das importadoras, bem mais em conta do que se cobra nas mesas.
"Tento atender um perfil de pessoas que se incomoda em sair de casa levando o vinho na hora de ir para o restaurante", avalia Steve, que conta ter clientes com mais de um cofre, coisa que pretende evitar. Nos cofres, segundo ele, já há garrafas de R$ 10 mil, R$ 12 mil e R$ 15 mil. O atendimento a outros interessados depende ainda de quantas novas unidades será possível construir no espaço disponível, antes ocupado por 120 cofres para charutos. Se chegar a 60, ele se dará por satisfeito.
"Não é um negócio maravilhoso. O valor da mensalidade paga os custos com ar condicionado, a manutenção e a limpeza. É mesmo um mimo para que o cliente se sinta em casa". E para ele também, porque quanto maior a frequência desses clientes, maior o número de comensais. (Maria da Paz Trefaut)
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