Valor Econômico
03 de Outubro, 2011
Ricardo Rinkevicius resolveu abrir em São Paulo uma unidade do restaurante londrino Ping Pong depois da fusão de sua Brasvendind, de máquinas de venda automática, com a DAB Coffee em 2009. Tinha tempo livre, afirma, e queria trazer para o Brasil algo que ainda não existisse aqui.
A proposta foi recebida com reticência pela marca, que ainda ensaiava a expansão internacional. Em Londres, porém, o encontro informal que deveria durar 15 minutos virou um reunião de seis horas. "Já saí de lá com o plano para abrir dez lojas até 2015", conta.
Em dois anos de funcionamento, a casa do Itaim tem tíquete médio de R$ 50 e já é a segunda mais movimentada da rede, com 2,5 mil clientes por semana. A primeira fica em Londres, no Southbank Centre, pertinho da London Eye e do Tate Modern. A segunda loja brasileira, recém-inaugurada, localiza-se no shopping Morumbi e a terceira, programada para 2012, deve abrir no Rio de Janeiro.
A expansão acontecerá por meio de lojas próprias. Rinkevicius é uma espécie de desenvolvedor da marca no país e detém 49% da empresa brasileira. A matriz, sócia-majoritária, detém o restante da participação. Até o fim deste ano, Rinkevicius traz outra empresa que considera inédita no país, a belga Le Pain Quotidien.
"O Brasil é o único país em que pão bom é aquele servido quente. Se nosso pão não estivesse duro demais para ser comido um dia depois de produzido, talvez nossa cultura fosse diferente", afirma.
Apesar de se autodeclarar uma casa de chá, o Ping Pong é quase um bar de tapas chinês. O cardápio é composto por bolinhos, rolinhos e outras comidas rápidas que vêm à mesa em porções de três unidades.
O carro-chefe é o dim sum, iguaria feita de massa fininha, geralmente no vapor, recheada de carne, legumes e frutos do mar. Vêm à mesa em um recipiente de bambu e, na teoria, devem ser compartilhados pelos comensais. Eles são produzidos manualmente, em uma cozinha industrial em São Paulo e finalizados no restaurante, na cozinha aparente. Fazem sucesso o "sticky rice", arroz recheado com frango e carne de porco que vem enrolado em uma folha de lótus, e os dumplings, massa fina com diversos recheios.
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