domingo, 2 de outubro de 2011

Galp Prevê Concluir Capitalização No Brasil Ainda Este Ano

COMBUSTÍVEIS
Exame
28 de Setembro, 2011


Lisboa - A Galp Energia SGPS SA, maior petrolífera de Portugal, espera concluir o planejado aumento de capital de sua subsidiária brasileira ainda em 2011, enquanto busca recursos para financiar seus projetos no País.

A Galp pretende promover um aumento de capital de sua unidade no Brasil para levantar até 2 bilhões de euros. Em abril, Ferreira de Oliveira disse que pretendia promover a venda de participação em sua subsidiária por meio de uma colocação privada ao invés de uma oferta pública no mercado acionário. Em 23 de maio, o executivo disse que a maioria das empresas interessadas em comprar uma fatia no Brasil era da Ásia.“Esperamos que a transação seja fechada este ano”, disse Manuel Ferreira de Oliveira, presidente da empresa, a jornalistas hoje no Porto, na região norte de Portugal. “Esperamos tomar decisões sobre isso por volta do final de outubro e o começo de novembro.”
“Estamos em uma fase na qual trabalhamos com um grupo muito reduzido de consórcios”, disse ele hoje.
Em 29 de julho, a Galp elevou sua meta de produção para 2020 graças ao progresso “excepcional” no Brasil e disse que “muitos grupos” manifestaram interesse no plano de venda de ações da unidade brasileira. A Galp está expandindo a exploração em regiões como o a Bacia de Santos no Brasil e em Angola para ampliar o acesso ao petróleo e reduzir a dependência de refino e das vendas de combustíveis em Portugal e na Espanha.
Quatro blocos
A Galp possui participações em quarto blocos na Bacia de Santos, incluindo as descobertas Lula e Júpiter. O campo Lula, chamado antes de Tupi, possui uma reserva estimada de 6,5 bilhões de barris de óleo recuperável e equivalente. A Galp também é parceira da Petróleo Brasileiro SA em Cernambi, que possui 1,8 bilhão de barris em reservas estimadas.
A Galp pretende investir entre 1,2 bilhão de euros e 1,5 bilhão de euros este ano em Portugal e no exterior. A empresa espera cerca de 3,5 bilhões de euros em gastos de 2012 a 2015, com exploração e produção representando 70 por cento do total.

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