domingo, 9 de outubro de 2011

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RESTAURANTES
Valor Econômico
05 de Outubro, 2011


Você leva a sua garrafa de vinho debaixo do braço. Afinal, o restaurante não tem licença para vender bebidas alcoólicas. É um anexo de um supermercadinho de bairro, um lugar caprichado, com produtos orgânicos e comidas prontas. O restaurante não cobra rolha e, apesar de não poder vender bebidas, tem os copos corretos para cada tipo de vinho. A disposição dos 18 — sim, só 18 por refeição — comensais lembra a de uma aula de gastronomia, todos em volta do concentrado chef César Ramirez. Ele serve seu menu anunciando cada prato com certa formalidade. São cerca de 20 pequenos e cuidadosos pratos, muitos deles para serem apreciados de uma mordida só. O preço é fixo: US$ 165 por pessoa — sem impostos e gorjeta. O resultado chama a atenção do mundo gastronômico. Pois aí está: o Chef’s Table at Brooklyn Fare tornou-se  na terça-feira o sétimo restaurante de Nova York a ter três estrelas no Guia Michelin.
A história do lugar é muito recente. O Brooklyn Fare foi inaugurado em 2009, ainda no rastro da grande crise de 2008. Era um sonho de Moe Issa, nascido e criado na vizinhança, distribuidor da Pepsi que queria muito abrir um negócio mais sofisticado. Conhecia bem os supermercados e lanchonetes da região. Decidiu se diferenciar apostando em produtos orgânicos, mais do que frescos e nem tão baratos, mas também produtos tradicionais — vamos chamar de “inorgânicos” — e tudo isso embalado num serviço atencioso, de supermercadinho de bairro. Comidas prontas de qualidade e, ali no anexo, um restaurante entregue ao chef Ramirez. Sucesso imediato. No ano passado, fez sua estreia no guia levando duas estrelas. Agora, a terceira estrela o transforma ainda mais em celebridade. E olha que as reservas já eram difícil antes...

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