domingo, 2 de outubro de 2011

Os Shoppings Que Vale A Pena Comprar Na Bolsa

SHOPPING CENTER
Exame
27 de Setembro, 2011


São Paulo – A equipe de pesquisa do Banco Fator revisou nesta terça-feira suas projeções para as administradoras de shoppings centers do Brasil, incorporando em sua análise os resultados apresentados no primeiro semestre, além de aquisições, expansões de atuais operações, atrasos em obras e investimentos greenfield (aqueles que envolvem projetos incipientes, ou seja, ainda no papel).

No caso da BR Malls (BRML3), a recomendação de compra foi reiterada pelos analistas do Banco Fator, que ampliaram o preço-alvo para as ações ordinárias da companhia de 20 reais até dezembro de 2011 para 25,10 reais até o final de 2012. O novo valor representa um potencial de ganho de 34,22% frente à cotação de 18,70 reais vista no fechamento do pregão de ontem.Em relatório, os analistas Iago Whately e René Brandt afirmaram que continuam otimistas sobre o setor, principalmente em razão da boa perspectiva em relação ao varejo no Brasil. Eles destacaram o perfil “defensivo” das administradoras em um ambiente econômico incerto.
“Estamos otimistas sobre a estratégia da companhia de consolidação do mercado e estimamos um baixo risco de execução (para os projetos da empresa) devido ao excelente histórico apresentado. Esperamos também que a companhia continue a produzir melhores resultados operacionais após as recentes compras de centros comerciais”, avaliam.
Para a Multiplan (MULT3), a recomendação foi elevada de manter para comprar. Whately e Brandt elevaram o preço-alvo de 42 reais no final de 2011 para 44 reais até o fim do próximo ano, o que significa um potencial de valorização de 32,49% diante da cotação de 33,21 reais vista na última sessão. “Acreditamos que a companhia poderá causar uma surpresa positiva ao anunciar projetos em três grandes terrenos de sua propriedade”, destacaram os analistas.
“Estamos adotando uma postura mais conservadora sobre alguns projetos desenvolvidos pela empresa (JK e Iguatemi Ribeirão), embora o mau desempenho recente das ações da companhia nos leva a acreditar que o mercado já precificou uma performance ruim destes projetos”, avaliam Whately e Brandt.
Em relação a Iguatemi (IGTA3), a recomendação de venda foi elevada para manter, mas o preço-alvo anteriormente estabelecido para 2011 foi mantido em 45 reais até dezembro de 2012. O valor corresponde a um potencial de alta de 46,10% frente à cotação de 30,80 reais vista no último pregão.
Um caso a parte
General Shopping (GSHP3) foi a única a ter sua recomendação e seu preço-alvo rebaixados. Os analistas afirmam que, “embora a companhia apresente potencial de valorização, a relação de risco-retorno não justifica uma recomendação mais elevada, principalmente devido a alta alavancagem da empresa e a possibilidade de atrasos na entrega de projetos”.
“Acreditamos que a maior demora na entrega de projetos em desenvolvimento poderia ser altamente prejudicial, especialmente quando consideramos a alta alavancagem da empresa”, concluem Whately e Brandt.
Eles reduziram a recomendação para as ações ordinárias da General Shopping de comprar para manter, e cortaram o preço-alvo de 19 reais até o final de 2011 para 16,50 reais até dezembro do próximo ano. O novo valor representa um potencial de ganho de 55,66% frente à cotação de 10,60 reais alcançada no fechamento do pregão de ontem.

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