domingo, 16 de outubro de 2011

Varejo Desacelera E HSBC Dá Preferência A Shoppings

SHOPPING CENTER
Brasil Econômico
11 de Outubro, 2011


Em relatório, HSBC aponta que empresas de consumo registram desaceleração nas vendas, o que impactará negativamente receitas e margens das companhias.
O HSBC realizou na semana passada uma conferência de consumo, saúde e educação com 15 empresas do Brasil e afirma, em relatório, que o tom geral foi de cautela.
Conforme o documento assinado por Alexandre Gartner e Francisco Vanzolini, analistas do HSBC, as empresas veem uma desaceleração no apetite do consumidor e esperam que as vendas no terceiro trimestre atinjam metade do nível registrado no segundo trimestre do ano.
"A desaceleração parece estar espalhada em todos os subsetores, mas é mais pronunciada nos segmentos de vestuário e produtos eletrônicos", afirma o relatório.
Um dos fatores percebidos pelo HSBC é que as empresas parecem não saber o que está desacelerando a demanda.
Os elementos tradicionais da demanda continuam presentes, como a forte confiança do consumidor, os ganhos salariais reais e o baixo desemprego.
"As condições climáticas em constante mudança na virada da coleção de inverno para a de primavera não ajudam as vendas. Mas as empresas concordam que existe algo a mais causando a desaceleração", conta Gartner.
As causas plausíveis sugeridas pelo relatório são a onda de más notícias sobre uma crise global semelhante à de 2008 e o fato de que os aumentos de preços consecutivos nos últimos meses podem ter ido longe demais.
Queda nas margens
De acordo com o relatório, o real mais fraco provavelmente afetará negativamente as margens ou causará um enfraquecimento na receita.
A maior parte das empresas espera que, se o real continuar em um nível mais desvalorizado, é provável acontecer uma compressão de margens - no caso de mercadorias importadas, as margens têm sido muito maiores do que as de produtos locais.
Se houver um repasse, será possível reter as margens, mas provavelmente a demanda irá diminuir.
Shoppings e credenciadoras 
Entre as ações do setor, o HSBC prefere credenciadoras de cartões e shoppings a nomes relacionados ao consumo, por propiciarem diversificação de receita e melhor proteção contra a inflação do que os varejistas.
"A Cielo (CIEL3) tem potencial de crescimento com base no segmento de antecipação de recebíveis, uma vez que os custos de captação estão em queda e os bancos estão mais rígidos em seus critérios de crédito", destaca Gartner.
O HSBC também destaca a Odontoprev (ODPV3), que teria mecanismos de crescimento muito claros em seus produtos direcionados a pequenas e médias empresas, bem como em planos para pessoas físicas.
"Para nós, a combinação de inovação de produtos mais capacidade de distribuição, mais habilidades de execução parece ser única", finaliza o relatório.

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