domingo, 9 de outubro de 2011

Copacabana À Lanvin

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
04 de Outubro, 2011


Depois de três semanas quase sem dormir, trabalhando das 9h às 2h da madrugada, Cecile Coulot, diretora de acessórios femininos da Lanvin, embarcou para o Brasil no sábado, logo depois do desfile na semana de moda de Paris. Foi a apresentação "Copacabana" da Lanvin. Não se trata do nome oficial da coleção, mas é como a equipe do ateliê identifica a linha de verão, mesmo sem conhecer a praia carioca.
"Acreditamos que ilustra bem a essência divertida que queremos", conta Cecile, que veio participar do Pense Moda, seminário que acontece até quinta em São Paulo. Na bagagem, curiosidade e ainda pouco conhecimento sobre o país. "Sei que a indústria calçadista é forte. Quando trabalhei com a Gap produzimos sapatos muito bons no Brasil. Também quero conhecer a Daslu, que é muito famosa na França", diz Cecile, sem saber das últimas notícias em torno da loja, sua venda e perda de marcas. "Bem... Fico longe disso, focada no desenvolvimento de produtos..."
Cecile confirma, sem dar detalhes, a abertura da primeira loja da Lanvin no Brasil - em 3 de abril, na abertura do shopping Iguatemi JK em São Paulo. Enquanto isso, em seus primeiros momentos na cidade começou a preparar a palestra no Pense Moda. "Me dei conta de que meu trabalho é baseado na confiança. Tenho de me certificar de que todos os acessórios têm o DNA da Lanvin e serão produzidos dentro do timing e budget corretos - o que muitas vezes implica em dizer não ao Alber [Elbaz, diretor criativo da marca], que às vezes quer colocar uma coisa a mais, e outra e outra em alguma peça", conta Cecile.
Ela diz que sua equipe de sete pessoas monitora as fábricas na Espanha, Portugal e França que fazem os acessórios da Lanvin. "Não fazemos produtos para durar a vida toda, isso é passado. Mas a qualidade é fundamental."
A área de acessórios representa 50% do negócio - diferentemente de outras marcas de luxo, que em geral têm cerca de 70% de sua receita proveniente dessa área. Parte disso se explica pela Lanvin não pertencer a nenhum grupo (pertence à empresária chinesa Shaw Lan Wang) e ter escala menor que outras marcas.

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