Valor Econômico
26 de Setembro, 2011
A Accor vai lançar um fundo de investimento imobiliário como uma forma alternativa de financiar a construção de hotéis. Em parceria com o banco Brascan e a construtora Paranasa, a operadora hoteleira quer captar um fundo de R$ 203 milhões para erguer dois hotéis das bandeiras Ibis e Pullman, em Belo Horizonte (MG).
O pedido de registro desse fundo foi protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no início deste mês. A partir daí, a CVM tem 45 dias para analisar a solicitação e aprovar a sua colocação no mercado. A previsão de conclusão dos hotéis, que serão erguidos em um mesmo terreno ao lado de uma torre de escritórios, é até a Copa do Mundo de 2014.
A ideia é vender cotas e não um quarto inteiro, como se costumava fazer na época do auge dos flats. Com isso, poderia se obter tanto investidores qualificados, que aplicam mais de R$ 300 mil, como pessoas que desembolsam quantias mais baixas, com piso em torno de R$ 30 mil, por exemplo.
Os investidores que comprarem cotas do fundo vão alugar os edifícios para a Accor, que será a operadora hoteleira com as bandeiras Ibis e Pullman. O contrato prevê a locação para a Accor por um período de 12 anos. Os investidores vão correr o risco do desempenho do projeto hoteleiro, já que o aluguel a ser pago pela Accor corresponde a 83% do resultado operacional do hotel, já descontados os impostos relativos ao imóvel.
No BNDES, a linha de R$ 1 bilhão para modernizar e ampliar hotéis tem mais de R$ 154 milhões de pedidos em análise. Os R$ 210,9 milhões que já foram desembolsados tiveram como destino quatro projetos. São dois para a bandeira Ibis, da Accor, totalizando R$ 31,9 milhões. Outros R$ 146,5 milhões foram para o Hotel Glória, do empresário Eike Batista; e mais R$ R$ 32,5 milhões para um hotel em Aparecida do Norte, no interior de São Paulo. (AK e Carol Mandl, de Sâo Paulo)
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