Brasil Econômico
11 de Outubro, 2011
Fachada de unidade da Slaviero em São Paulo: rede quer chegar a 40 hotéis em 2015
A preocupação com a entrega das obras da Copa do Mundo não se limita apenas aos estádios.
A hotelaria brasileira, que deve receber investimentos da ordem de R$ 7,3 bilhões, até 2014 também tem o seu alerta: a taxa de mortalidade de projetos atingiu cerca de 60%.
É o que mostra uma pesquisa realizada com base no triênio 2008-2010 pela consultoria BSH International, especializada em operações hoteleiras.
Segundo José Ernesto Marino, presidente da BSH, a dificuldade de investimentos saírem do papel ocorre por inúmeros fatores, entre eles a valorização da moeda, as altas taxas de juros e a escassez de financiamentos.
"No mapa de investimentos do último triênio, a previsão de era de R$ 4,2 bilhões e de 154 projetos. Porém, apenas 61 hotéis foram entregues, totalizando R$ 1,7 bilhão efetivamente aplicados", afirma.
O estudo da BSH levou em conta informações de 90 instituições, entre elas secretarias estaduais e municipais de turismo e desenvolvimento econômico, operadoras hoteleiras, incorporadoras imobiliárias, Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) entre outras entidades e empresas.
Entre os hotéis que passaram a operar, 33% concentram-se na região Nordeste, 29% na Sudeste, 20% na Norte, 13% na Sul e 5% na Centro-Oeste.
Slaviero otimista
O alto índice de mortalidade dos projetos não intimida os planos de expansão de redes como a paranaense Slaviero, que prevê o montante de R$ 800 milhões feitos por investidores parceiros.
A empresa atualmente conta com um hotel próprio e administra outros 20, concentrados nas regiões sul e sudeste. A meta é ampliar este número para 40 em 2015.
"Somente neste ano já foram inauguradas quatro unidades. Parte deste crescimento deve-se ao processo de retrofit oferecido para investidores, uma forma econômica de transformar um imóvel ultrapassado em um hotel moderno", afirma Eraldo Santanna, diretor de expansão da rede.
Com metas agressivas, a Slaviero pretende faturar R$ 300 milhões em 2015. Em 2010, a rede faturou R$ 60 milhões.
A ideia, segundo Santanna, é ter unidades espalhadas pelas principais capitais do país, com foco em cidades que concentram maior número de empresas.
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