Valor Econômico
30 de Novembro, 2011
Aumento da mão de obra empregada significa aumento no número de pessoas a serem alimentadas. Graças a essa lógica, o mercado de refeições coletivas é um dos segmentos que mais têm se beneficiado com o aquecimento da economia. O faturamento do setor neste ano deve ultrapassar R$ 13 bilhões, quando o esperado eram R$ 12,5 bilhões. No ano passado a receita ficou em R$ 10,8 bilhões.
São 10,5 milhões de refeições servidas diariamente ao longo de 2011. Mais de 90% desse mercado está nas mãos de cerca de cem empresas de grande porte. Segundo estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Refeições (Aberc), há no país um mercado potencial de 41 milhões de refeições por dia - incluídos 17 milhões para escolas, hospitais e Forças Armadas. Os outros potenciais 24 milhões são funcionários de empresas, concentradas especialmente na área de infraestrutura. "A tendência é crescer mais de 10% no ano que vem, porque a mineração e o petróleo continuam contratando. A indústria naval está aquecida em função do petróleo, assim como a área de infraestrutura por causa da Copa 2012 e das Olimpíadas", diz Antonio Guimarães, diretor superintendente da Aberc.
As empresas estão adotando estratégias agressivas para garantir uma boa fatia do mercado. O grupo Sodexo, que tem uma receita de US$ 20 bilhões e atua em 80 países servindo por dia 50 milhões de consumidores, tem no Brasil a sua quarta maior operação, com faturamento de R$ 2 bilhões após uma parceria com a gaúcha Puras neste ano. Satya Menard, presidente da companhia, diz que a meta no país é crescer a uma taxa de 20% ao ano.
Fundada há 19 anos, a Sapore é a primeira brasileira a atuar fora do país, no México e na Colômbia. Com operações também no segmento de cartões-benefício, conquistou neste ano a conta da Fiat, em Betim (MG), onde servirá 22.500 refeições por dia. A empresa fecha o ano com uma carteira de 850 mil refeições diárias e, conforme relata Paulo Pires, consultor de negócios da companhia, a meta é chegar a 950 mil refeições diárias em 2012.
Para fazer frente aos concorrentes, o grupo Nutrin adotou a política da fusão e aquisição. Só em 2011 adquiriu as operações da capixaba Bom Gosto, da Pronutri e o braço offshore da Elasa. "Com a entrada também em nove restaurantes do Grupo Brasil, pudemos verificar que a escolha de uma política agressiva de adquirir para expandir em todo país foi assertiva. E, de uma forma gradativa e estratégica, iremos mantê-la neste ano", diz Aderbal Nogueira, diretor geral da Nutrin. O objetivo da companhia, que prevê crescer 43% e faturar R$ 282 milhões em 2011, é chegar a uma receita de R$ 1 bilhão até 2015.
A GRSA, do grupo Compass, está de olho no interior paulista e não quer perder a oportunidade de conquistar novas clientes na região. "O interior de São Paulo está em franco crescimento. Muitas empresas da capital estão migrando para esta região devido à qualidade de vida, segurança e redução na carga tributária" diz Francisco Moraes, diretor da regional de Campinas. Entre os novos clientes conquistados pela companhia na região estão empresas como Adelbrás, Tecnal e Kolbenschmidt Pierburg Group.
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