Valor Econômico
09 de Dezembro, 2011
A produção brasileira de cana-de-açúcar da safra 2011/12 deve somar 571,4 milhões de toneladas, um recuo de 8,4% em relação ao volume colhido na temporada anterior, segundo a estimativa divulgada ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Para a região Centro-Sul, onde a colheita está praticamente concluída, a estatal estima uma safra de 501,38 milhões de toneladas. Em seu último relatório, com a posição até 16 de novembro, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) indicava a moagem de 479 milhões de toneladas para a região Centro-Sul, uma redução de 8,8% na comparação com o mesmo intervalo do ciclo passado.
Os fatores climáticos, em especial a estiagem ocorrida entre abril e outubro de 2010 e o florescimento excessivo das lavouras, foram apontados pela Conab como principais responsáveis pela redução prevista na produção. A produtividade média brasileira esperada é de 68.289 quilos por hectare, uma redução de 11,8% em relação à última safra.
Ainda segundo a Conab, mais da metade (50,7%) da cana a ser processada pela indústria sucroalcooleira deve ser destinada à produção de etanol, estimada em 22,8 bilhões de litros. O volume é 17,2% menor que o da safra 2010/11. O restante será destinado à fabricação de 36,8 milhões de toneladas de açúcar, o que representa uma queda de 3,37% em relação à safra passada.
Os resultados da safra causam "impactos tanto no mercado de açúcar como no de combustíveis, de etanol propriamente dito", disse o secretário de Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone. (TR)
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