Valor Econômico
30 de Novembro, 2011
Recuperação Sinais de que a demanda por commodities pode subir com a confiança do consumidor americano e com a melhora da perspectiva de resolução da crise na União Europeia contribuíram para a alta do açúcar ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio encerraram o pregão a 23,06 centavos de dólar por libra-peso, em valorização de 26 pontos. Para especialistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o pregão de ontem teve um dia lento de poucos negócios, ainda sob o efeito pessimista das previsões de analistas de que os preços poderiam cair para níveis próximos de 18 centavos a libra-peso em 2012 diante de um grande superávit mundial. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal fechou em leve alta de 0,16% a R$ 64,22 a saca de 50 quilos.
Resistência Os futuros de suco de laranja congelado e concentrado recuaram ao fim do pregão ontem na bolsa de Nova York depois de fracassar a tentativa do mercado de quebrar o nível de resistência ao redor de US$ 1,80 a libra-peso. Os contratos para março encerraram o dia a US$ 1,7260 a libra-peso, em desvalorização de 175 pontos. "Alguém está pensando que é um bom nível [US$ 1,80] para realizar lucro", disse à agência Dow Jones Newswires Joe Nikruto, da RJ O'Brien. No começo do pregão de ontem, os futuros da commodity registraram alta com os participantes do mercado ainda precificando os riscos do inverno aos pomares da Flórida e com os ganhos de outras "soft" commodities. No mercado interno, a caixa de laranja pera para a indústria registrou queda de 0,63% a R$ 9,51, segundo o Cepea/Esalq.
Ganhos em Chicago Em continuidade ao movimento de recuperação, os futuros de soja subiram ontem na bolsa de Chicago diante do movimento de compras técnicas e também do suporte vindo da influência positiva do mercado externo. Os papéis para março encerraram o pregão de ontem a US$ 11,35 o bushel, em valorização de 4 centavos de dólar. De acordo com analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, a falta de notícias do lado fundamental manteve os traders com foco nos movimentos do mercado financeiro. O enfraquecimento do dólar e a expectativa de progresso na resolução da crise da dívida na Europa ajudaram a sustentar as cotações das commodities. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão do Paraná recuou 0,68% a R$ 45,13 a saca.
Otimismo nos mercados Puxado pelo otimismo do mercado financeiro, os futuros de milho encerraram o pregão de ontem com alta na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em março encerraram o dia a US$ 6,0550 o bushel, alta de 7 centavos de dólar. Segundo especialistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, o dia foi de cobertura de posições por traders, atraídos pelo enfraquecimento do dólar e pela percepção de que os preços recuaram o suficiente para estimular a demanda. Analistas entrevistados pela Bloomberg também justificaram o movimento do milho ontem como uma reação ao risco do clima seco às lavouras do grão na América do Sul. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho encerrou o dia em alta de 3,52% a R$ 28,23 a saca de 60 quilos.
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