Valor Econômico
09 de Dezembro, 2011
As cervejas premium e artesanais nos quiosques da Mr. Beer fazem brilhar os olhos de muita gente. Belgas, escocesas, alemãs... Pode dar vontade de comprar tudo, mas uma coisa tem de ser dita: ainda estão caras. Pode parecer um problema para mim ou para você que também gosta de lagers e ales das grandes escolas cervejeiras. Só que, acima de tudo, isso é um problema para o modelo de negócios da Mr. Beer, uma empresa jovem, que iniciou suas atividades em 2009, mas já espera bater no ano que vem a meta de 27 quiosques e 3 lojas de rua. O que fazer então?
Rodolfo Alves, sócio-fundador da franquia, tem a resposta de bate-pronto: importação própria. Ele começa no ano que vem a trazer uma boa parte do portfólio para tentar azeitar mais sua operação. "Precisamos importar para melhorar a rentabilidade e o preço de venda. O objetivo é triplicar a Ebitda [sigla em inglês para os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização]. Hoje está em 5%, mas esperamos que chegue a 15% em 2012."
O faturamento médio da rede é de R$ 30 mil a R$ 50 mil por mês, segundo Alves. Aumentar o fluxo de caixa operacional faz parte de um plano ambicioso de crescimento. Além dos quiosques em shoppings e aeroportos, a rede quer estimular o investimento de franqueados em lojas de rua, onde o cliente poderia se sentar e experimentar algumas cervejas.
"Não é para ser um bar, e sim um local de venda em que eventualmente o cliente pode degustar para que possa fazer a melhor escolha do que vai comprar. É um espaço gourmet." A aposta nesse estilo de loja tem, claro, uma explicação empresarial: os números mostram que o faturamento delas costuma ser o dobro do faturamento dos quiosques, sendo que os seus custos operacionais são bem próximos.
Outro plano é começar a vender os kits para a fabricação caseira de cerveja. "Isso de fazer sua própria cerveja é uma onda que está pegando com força no Brasil. Nos Estados Unidos é algo mais do que consolidado. Pois no médio prazo, vamos entrar nessa de 'homebrew'."
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