Valor Econômico
30 de Novembro, 2011
Com pompa e circunstância, a embaixadora do conhaque Louis XIII no Brasil, Jessia Krell, apresenta a garrafa em cristal. Cada uma leva 48 horas para ser finalizada pela Baccarat. Dentro dela, o conhaque símbolo maior do luxo da Rémy Martin. O Louis XIII é cheio de nuances, longo.
A Rémy vem trabalhando seu "objeto de desejo" no Brasil em degustações a formadores de opinião em salas reservadas de restaurantes como o Piantella, em Brasília, e o Fasano, em São Paulo. A meta é vender de 150 a 200 garrafas no país ao ano - a cerca de R$ 9,5 mil cada. Muitos analistas dizem que o grande desafio da destilaria é driblar o avanço do consumo de vinhos e cervejas. A aposta no luxo parece estar dando certo.
Ontem, a Rémy Cointreau anunciou em Paris que os lucros operacionais no primeiro semestre - que no ano fiscal terminou em 30 de setembro - cresceram 27%, chegando a € 106 milhões. O resultado foi puxado pelos conhaques da Rémy Martin - que registraram aumento de 34% no lucro operacional, alcançando € 91,2 milhões. Não tem sido um percurso totalmente róseo para a empresa.
Ela se tornou por demais dependente do consumo da China - mais de 40% de seus lucros vêm do país asiático -, o que a deixa exposta a altos e baixos de lá. Mas isso por enquanto é só uma dor de cabeça, não uma ressaca...
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