domingo, 11 de dezembro de 2011

Violinista No Telhado

RESTAURANTES
Valor Econômico
08 de Dezembro, 2011

No cardápio não há carne de porco nem frutos do mar. Essa é a única restrição do novo restaurante do clube Hebraica de São Paulo, tradicional reduto da comunidade judaica. Também não é preciso ser sócio para frequentá-lo.
Ao contrário do que costuma acontecer em clubes, onde só entram sócios e convidados, a porta giratória do Casual Mil é aberta para a rua. Esse modelo de negócio é inédito na cidade, diz Adolfo Gorenstein, que assinou um contrato de comodato por quatro anos e abriu há um mês.
Há 25 anos no mercado gastronômico, Adolfo opera outros restaurantes em pontos estratégicos do roteiro cultural paulistano. No Masp, na Sala São Paulo e no Theatro Municipal. Aliás, vem das noites de concertos na Sala São Paulo o modelo de bufê que serviu de inspiração para o que ele oferece, a partir de agora, na Hebraica.
"Muitos frequentadores dos concertos são da colônia judaica, conhecem minha comida de lá e gostam. Achei que um modelo semelhante no almoço podia dar certo", conta.
A grande expectativa de Adolfo Gorenstein no empreendimento não é o almoço propriamente dito. Consta que o clube sedia 4 mil eventos por ano - de festas sociais a encontros culturais. É nesse nicho que ele pretende atuar. Seja nos eventos que acontecem nos salões da Hebraica ou nos que poderá fazer à noite, com público de fora, na área do restaurante.
"Tenho um espaço que comporta de 150 a 180 pessoas, muito bem localizado. Há poucos ambientes desse tamanho em São Paulo e os outros restaurantes só podem fazer eventos nos dias em que estão fechados. Eu não tenho essa limitação", anuncia. E comemora o primeiro jantar que fará para 200 pessoas na área do clube, na próxima semana. "Se com o almoço der para zerar as contas, pra mim, tá OK. O retorno virá mesmo é com os eventos."
Mesmo não se focando totalmente no almoço, Gorenstein pretende atrair o público dos grandes escritórios da Marginal Pinheiros, no trecho entre as pontes Cidade Jardim e Eusébio Matoso. Para isso, quer selar convênios com escritórios com mais de 20 funcionários e oferecer um preço corporativo de R$ 39. Seu primeiro convênio foi celebrado com o Pinheiro Neto Advogados e outros estão por vir.
O Casual Mil tem 120 lugares e funciona apenas para almoço, de terça a domingo, com um menu bem variado - não há nada kosher -, que muda várias vezes por semana. O preço normal é R$ 49, e os sócios pagam 20% menos. As sobremesas custam R$ 8 (frutas) e R$ 12 (doces). (Maria da Paz Trefaut)

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