domingo, 13 de novembro de 2011

Comerciários Entram Com Ação Contra Lojistas Do Center Norte

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
11 de Novembro, 2011


O Sindicato dos Comerciários de São Paulo entrou hoje com uma ação contra lojistas do Shopping Center Norte, na zona norte da capital paulista, exigindo o pagamento de adicional por periculosidade por causa da concentração de gás metano no local. A ação diz que os lojistas devem pagar o adicional relativo aos últimos cinco anos, desde quando o shopping foi oficialmente informado pela Cetesb de que deveria instalar drenos para tirar o gás que entrava pelo subsolo.
O valor das indenizações pode alcançar R$ 15 milhões, diz Ricardo Patah, presidente do sindicato. “Imaginamos que a média dos salários gira em torno dos R$ 1.500”, diz ele, acrescentando que o shopping possui cerca de 350 lojas e 7 mil trabalhadores. O adicional de periculosidade corresponde a um acréscimo de 30% sobre o salário. Patah comparou o risco corrido pelos empregados do shopping com o oferecido aos funcionários de postos de gasolina.
Ele diz que o sindicato está entrando com o processo apenas agora porque demorou para levantar o CNPJ de todos os lojistas. O sindicato ajuizou a ação por volta das 15h, no Fórum Rui Barbosa, na Barra Funda, zona oeste da cidade.
Na época da interdição do local, Patah havia dito que o sindicato estudava três processos. O primeiro era relativo ao adicional de periculosidade; o segundo, que está sendo elaborado, refere-se ao dinheiro perdido pelos vendedores – que dependem das comissões – na época da crise e da interdição do local. O terceiro, que já foi descartado, seria para impedir que os funcionários fossem demitidos em decorrência da crise do gás.
O Center Norte ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Em setembro, o complexo do Center Norte – que inclui o Lar Center e um hipermercado Carrefour – entrou para a lista de áreas contaminadas da Cetesb, por causa da alta concentração de gás metano que saía pelo subsolo do local, construído sobre um aterro. Desde então, o fluxo de clientes diminuiu consideravelmente, de acordo com lojistas ouvidos pelo Valor. O local foi multado e interditado, mas o Center Norte instalou os drenos exigidos pelo órgão ambiental e sua reabertura foi permitida.

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