domingo, 20 de novembro de 2011

Esfiha Chique

SHOPPING CENTER
Valor Econômico
18 de Novembro, 2011


Tem muito brasileiro disposto a pagar mais de um real no quibe frito - até quatro vezes isso, aliás. Foi essa conclusão que levou a gestora de fundos Endurance Capital Partners a se associar ao Espaço Árabe em 2009.
Naquela época, o restaurante criado por Elias Sabag em 2003 tinha três unidades. A primeira, na Oscar Freire, em São Paulo, já fazia sucesso em meio às tratorias e aos bistrôs do Jardins com esfiha folhada de palmito, ragu de cordeiro e outras 30 receitas do caderninho sírio-libanês de Sabag e seus sócios.
Para Maurício Salla, que assumiu a presidência da empresa quando ela passou a ser gerida pelo fundo de private equity, não há oferta de comida árabe em praças de alimentação de shoppings no país - e há demanda, especialmente das classes A e B.
"O modelo do Habib's, além de ser voltado para outro público, está baseado em lojas maiores, de rua", afirma. Há dois anos, a Endurance começou a formatar a expansão do Espaço Árabe por franquias. Investiu R$ 1 milhão em uma central de produção com capacidade mensal de 80 toneladas no bairro do Bom Retiro, também em São Paulo, para simplificar a operação e atrair franqueados. Desenvolveu uma versão mais enxuta do cardápio da Oscar Freire, que virou "loja-conceito", e começou a multiplicar os pontos em São Paulo.
No menu, as esfihas e quibes que fizeram a fama do espaço custam entre R$ 3,20 e R$ 4,50, os beirutes, a partir de R$ 17, e combos de pratos quentes, em média R$ 18. A tradição árabe abriu concessões para a coxinha e os wraps. Segundo Salla, a rede fechará 2011 com 15 unidades, sendo três franquias - uma delas no Nordeste, a primeira fora de São Paulo - e faturamento de R$ 8,5 milhões. Para 2012, diz, o objetivo é chegar a 40 restaurantes e receita de R$ 15 milhões. Segundo Sallas, o plano de negócios prevê cem lojas, 30% próprias, até 2014.

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