domingo, 20 de novembro de 2011

Tereos Internacional Tem Alta De 10% Na Receita, Para R$ 1,6 Bi

COMBUSTÍVEIS
Valor Econômico
16 de Novembro, 2011


A Tereos Internacional, controladora da Açúcar Guarani, registrou no segundo trimestre do ano-safra 2011/12 receita de R$ 1,6 bilhão, alta de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, a companhia fecha o semestre com um ganho de 26,1% em receita, na mesma comparação,  a R$ 3,2 bilhões.
Em nota, a empresa afirmou que o  aumento em base anual é devido principalmente à alta nos preços de contratos de amido e adoçantes (+39,2% em base anual) e nos do açúcar e etanol no Brasil (+33,4% em base de ATR e excluindo o efeito do hedge), apesar do reduzido volume de vendas, que refletiu o impacto das condições climáticas na produção da região Centro-Sul.
Os segmentos de cana-de-açúcar e cereais contribuíram positivamente para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) – um crescimento impulsionado pelas operações de amido e etanol da Europa e de cana-de-açúcar do Oceano Índico. O Ebtida consolidado atingiu R$ 281,5 milhões no trimestre (alta de 24,4%) e R$ 497,1 milhões no semestre (alta de 45,9%). Já o Ebtida ajustado foi de R$ 264,4 milhões no trimestre, com margem de 16%.
As receitas financeiras líquidas totalizaram R$ 71,7 milhões no segundo trimestre do ano-safra, 66,6% acima dos R$ 43,1 milhões registrados no mesmo período no ano anterior, refletindo o impacto da desvalorização do real contra o dólar na dívida denominada em dólares.
Segundo Alexis Duval, CEO da companhia de origem francesa, os maiores preços de açúcar e etanol em escala mundial compensaram parcialmente a queda significativa de volume no Brasil, devido a condições climáticas excepcionalmente adversas na região Centro-Sul. “Nós nos beneficiamos de nossos investimentos em irrigação e plantio em Moçambique e da estabilidade dos resultados da Ilha da Reunião”, disse o executivo.
No segmento de cereais, os resultados refletiram volumes estáveis e maiores preços.  Segundo a empresa, a rentabilidade aumentou tanto em base anual quanto trimestral, e a atual tendência baixista para os custos de matéria-prima deve melhorar progressivamente as margens no segundo semestre.
“No que se refere aos nossos investimentos em andamento, nós continuamos a focar em nossas operações atuais, com o previamente anunciado plano de investimento de R$ 787 milhões para expansão da capacidade de moagem e de geração de energia elétrica de nossas atividades brasileiras de cana-de-açúcar, com ênfase na renovação da cana plantada. No segmento de amido, estamos satisfeitos com nossos investimentos no Brasil, via Syral Halotek, e na China, via nossa joint venture com a Wilmar. Ambos investimentos aumentam nosso know-how”.

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