Valor Econômico
10 de Novembro, 2011
A Cosan registrou no segundo trimestre fiscal, encerrado em 30 de setembro, lucro líquido de R$ 63,2 milhões, resultado muito inferior àquele apurado no mesmo período do ano passado, quando a empresa reportou ganho de R$ 251,5 milhões.
O efeito da desvalorização cambial sobre o endividamento em moeda estrangeira no período afetou fortemente o resultado financeiro da Cosan, que terminou o trimestre negativo em R$ 393,6 milhões, ante o resultado positivo de R$ 86,4 milhões apurado um ano antes.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recuou 2,9% na comparação anual, alcançando R$ 659,2 milhões no trimestre encerrado em setembro. A margem Ebitda foi reduzida de 14,4% para 9,7% na passagem anual.
No lado operacional, a receita líquida da companhia totalizou R$ 6,8 bilhões, o que representa um avanço de 44,2% ante o segundo trimestre fiscal do exercício anterior.
Ao fim de setembro, a dívida bruta consolidada da Cosan era de R$ 5,2 bilhões, ante o total de R$ 4,3 bilhões reportado no trimestre imediatamente anterior.
A companhia é a maior produtora de açúcar e etanol do país. Formou com a Shell uma joint venture que deu origem a Raízen, que concentra os ativos de produção de etanol e açúcar.
No segundo trimestre do ano safra 2011/12, o volume de cana moída da Raízen cresceu 14,2% na comparação anual, somando 26,4 milhões de toneladas.
A receita líquida por meio da venda de açúcar foi de R$ 1,5 bilhão, representando um aumento de 34,2% quando comparado com o mesmo período do ano anterior. O mercado externo representou 79,5% do total.
Com a alta de preço do etanol, a receita decorrente da venda do combustível avançou 84,4% na mesma base de comparação, alcançando R$ 981,8 milhões.
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